{"id":15088,"date":"2014-11-06T11:06:33","date_gmt":"2014-11-06T13:06:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cebb.org.br\/?p=15088"},"modified":"2014-11-06T11:06:33","modified_gmt":"2014-11-06T13:06:33","slug":"perguntas-e-respostas-sobre-a-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cebb.org.br\/en\/perguntas-e-respostas-sobre-a-morte\/","title":{"rendered":"Perguntas e respostas sobre a morte"},"content":{"rendered":"<p>N\u00f3s n\u00e3o somos as identidades, as bolhas de realidade que nos ocupam e nos mant\u00e9m focados num certo sentido desperdi\u00e7ando tempo.<!--more--><br \/>\n<strong>1. &#8220;Lembrar que logo estarei morto \u00e9 a coisa mais importante que encontrei para ajudar-me a fazer as grandes escolhas na vida, porque quase tudo \u2013 todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de constrangimento ou fracasso \u2013 essas coisas simplesmente desaparecem em face da morte, deixando apenas aquilo que \u00e9 realmente importante&#8230;Lembrar que voc\u00ea vai morrer \u00e9 a melhor maneira que conhe\u00e7o de evitar a armadilha de pensar que voc\u00ea tem algo a perder. Voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 nu. N\u00e3o h\u00e1 motivo para n\u00e3o seguir o seu cora\u00e7\u00e3o.\u201d<br \/>\n A frase \u00e9 de Steve Jobs, que teria quase se transformado em um monge budista na juventude, durante palestra a estudantes em Stanford. O senhor acha que essa no\u00e7\u00e3o da imperman\u00eancia nos ajuda a fazer melhores escolhas na vida pr\u00e1tica?<\/strong><br \/>\n<strong>Lama Samten:<\/strong> A gente precisaria olhar o que, enfim, \u00e9 a morte. Porque na vis\u00e3o budista a morte \u00e9 alguma coisa muito profunda. A morte de fato n\u00e3o existe. A morte \u00e9 a morte de um conjunto de identidades ilus\u00f3rias. Ent\u00e3o, quando n\u00f3s lidamos com a morte, a gente tamb\u00e9m sempre lembra da quest\u00e3o da transmigra\u00e7\u00e3o. Durante a vida, n\u00f3s estamos constantemente morrendo na forma de uma identidade e ressurgindo na forma de outras identidades. Ent\u00e3o, tem essa constante transmigra\u00e7\u00e3o. O Buda vai lembrar esse tema da transmigra\u00e7\u00e3o constantemente. De um modo geral, n\u00f3s estamos sempre em algum lugar aspirando ir para um outro lugar. Isso \u00e9 transmigra\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, n\u00f3s estamos sempre com a quest\u00e3o da morte e da imperman\u00eancia, assim, no nosso cotidiano. Essa no\u00e7\u00e3o \u00e9 importante, porque, enfim, ela vai nos dizer que n\u00f3s n\u00e3o somos o que a gente pensa que \u00e9. N\u00f3s n\u00e3o somos essas identidades, essas bolhas de realidade que nos ocupam e nos mant\u00e9m focados num certo sentido desperdi\u00e7ando tempo. A imperman\u00eancia d\u00e1 esse sentido.<br \/>\nTamb\u00e9m o sonho \u00e9 muito \u00fatil como um processo pelo qual n\u00f3s aprofundamos a no\u00e7\u00e3o da realidade, a no\u00e7\u00e3o da imperman\u00eancia e tamb\u00e9m a no\u00e7\u00e3o da morte. Porque quando o sonho vem, n\u00f3s tamb\u00e9m perdemos todas as propriedades. Dentro de um sonho, a gente n\u00e3o carrega o autom\u00f3vel, n\u00e3o carrega a casa, n\u00e3o carrega nada. Muitas vezes, a gente n\u00e3o carrega nem os nossos entes mais queridos, os mais pr\u00f3ximos. Eles desaparecem de dentro dos nossos sonhos e n\u00f3s estamos sozinhos em algum lugar. Ent\u00e3o, isso nos traz essa perspectiva de que n\u00f3s vivemos, em verdade, bolhas de realidade, e as identidades, as propriedades e as v\u00e1rias coisas que a gente tem dentro dessas bolhas desaparecem com a maior facilidade. Ent\u00e3o, no budismo, a morte \u00e9 um aspecto concreto disso. Para a maior parte das pessoas que n\u00e3o \u00e9 capaz de pensar de uma forma muito abstrata, a morte d\u00e1 um sentido concreto dessa imperman\u00eancia e d\u00e1 a exata medida do que significam as nossas identidades, as nossas posses, os nossos apegos, as nossas fixa\u00e7\u00f5es todas.<br \/>\n<strong>O Dalai Lama aconselha a \u201cn\u00e3o proscratinar a pr\u00e1tica espiritual com a ilus\u00e3o da perman\u00eancia. Estimulem habilmente as outras pessoas a pensarem na morte delas.\u201d Que sentido h\u00e1 em pensar na morte do ponto de vista espiritual?<\/strong><br \/>\n<strong>Lama Samten:<\/strong> Trata-se do que eu estava mencionando anteriormente. A morte nos ajuda a olhar de forma profunda a vida. Essa vida que est\u00e1 al\u00e9m mesmo da morte. Esse \u00e9 o sentido mais importante: podemos encontrar dentro da morte aquilo que n\u00e3o morre, dentro da transmigra\u00e7\u00e3o aquilo que n\u00e3o \u00e9 afetado pelo desaparecimento das bolhas. Quando n\u00f3s estamos em diferentes bolhas de realidade, n\u00f3s podemos ter as crises das identidades que n\u00e3o s\u00e3o mais vi\u00e1veis, das bolhas que se dissolvem. Ent\u00e3o, nesse momento, ficar\u00e1 claro que a bolha se dissolveu, a nossa identidade se dissolveu, mas alguma coisa n\u00e3o se dissolveu. Ent\u00e3o, o ponto mais importante no budismo \u00e9 aquilo que se chama natureza primordial, aquilo que n\u00e3o \u00e9 constru\u00eddo, n\u00e3o \u00e9 artificial, mas serve de base para todas as constru\u00e7\u00f5es. Assim, ainda que as v\u00e1rias bolhas de realidade surjam, as v\u00e1rias identidades surjam dentro das bolhas, elas n\u00e3o s\u00e3o permanentes, n\u00e3o s\u00e3o reais. Mas h\u00e1 algo que \u00e9 real e se mant\u00e9m. Esse algo n\u00e3o \u00e9 propriamente um objeto, n\u00e3o \u00e9 um algo. \u00c9 alguma coisa misteriosa que n\u00f3s n\u00e3o conseguimos localizar como um conjunto de caracter\u00edsticas. Ent\u00e3o, esse \u00e9 o aspecto da vacuidade. A vacuidade plena. Assim, a morte nos ajuda a sensibilizar nessa dire\u00e7\u00e3o. As mortes acontecem durante a vida. Mas a morte mesmo, ou seja, o desaparecimento completo se d\u00e1 como a \u00e1gua retornando ao mar: n\u00e3o h\u00e1 um desaparecimento. Tem uma imagem muito bonita naquele filme Samsara, que tem essa pergunta: como n\u00f3s podemos fazer para que uma gota de \u00e1gua jamais desapare\u00e7a? E a resposta \u00e9: fazendo ela retornar ao mar.<br \/>\nQuando ela se funde com o mar ela n\u00e3o desaparece mais. Ent\u00e3o, na vis\u00e3o budista essa \u00e9 a grande morte. O desaparecimento da ilus\u00e3o dentro do mar da exist\u00eancia que n\u00e3o flutua.<br \/>\n<strong>E por que um retiro dedicado ao tema da morte?<\/strong><br \/>\n<strong>Lama Samten: <\/strong>Justamente por isso. Porque o tema da morte \u00e9 um tema sens\u00edvel para muitas pessoas. Ent\u00e3o, a gente aproveita essa sensibilidade para ajudar as pessoas a focarem esses temas que ultrapassam a pr\u00f3pria quest\u00e3o da morte.<br \/>\n<strong>Do ponto de vista budista, o que acontece na hora da morte?<\/strong><br \/>\n<strong>Lama Samten:<\/strong> Na hora da morte, acontecem coisas a n\u00edvel de corpo, que \u00e9 o n\u00edvel grosseiro, coisas a n\u00edvel de energia e coisas a n\u00edvel de mente. Ent\u00e3o, n\u00f3s contemplamos essas v\u00e1rias coisas, mas elas n\u00e3o acontecem apenas no momento da morte. Elas acontecem durante a vida tamb\u00e9m. As coisas acontecem a n\u00edvel de corpo, a n\u00edvel de energia e a n\u00edvel de mente o tempo todo. Quando n\u00f3s vamos descrever a morte, a gente tamb\u00e9m vai descrever o que acontece a n\u00edvel de mente, a n\u00edvel de corpo e a n\u00edvel de energia. N\u00f3s vamos perceber que o aspecto de corpo toma um rumo que n\u00e3o tem retorno. Mas os aspectos a n\u00edvel de energia e mente seguem. Ent\u00e3o, n\u00f3s contemplamos isso, como que isso acontece. Contemplamos como n\u00f3s podemos ficar conscientes dos aspectos de energia e dos aspectos de mente mesmo quando os aspectos de corpo entram em colapso. De modo geral, durante a vida, os aspectos de mente e de energia est\u00e3o na depend\u00eancia dos sentidos f\u00edsicos e da opera\u00e7\u00e3o do corpo. Quando o corpo entra em colapso, ent\u00e3o, os aspectos de energia e de mente se aproximam mais das manifesta\u00e7\u00f5es que surgem tamb\u00e9m durante o sonho, porque no sonho a opera\u00e7\u00e3o dos sentidos f\u00edsicos n\u00e3o est\u00e1 se mantendo mais. N\u00f3s n\u00e3o estamos operando a mente a partir do contato com os sentidos f\u00edsicos. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o semelhante ao que acontece ap\u00f3s a morte, em que a mente e a energia operam, mas o foco n\u00e3o est\u00e1 mais em olhos, ouvidos, nariz, l\u00edngua e tato. Ele est\u00e1 num processo abstrato. Ent\u00e3o, no momento da morte, n\u00f3s fazemos essa transi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m: do aspecto concreto, em que n\u00f3s utilizamos a mente focada nos sentidos f\u00edsicos, para uma experi\u00eancia abstrata semelhante a um sonho.<br \/>\n<strong>Quais os conselhos do Lama para a hora da morte? Como enfrentar a hora da morte?<\/strong><br \/>\n<strong>Lama Samten:<\/strong> Isso vai depender da pessoa. Um exemplo: quando n\u00f3s nos aproximamos da hora da morte \u00e9 muito \u00fatil que a gente pacifique todas as lembran\u00e7as, positivas ou negativas. Ent\u00e3o, que a gente lembre das pessoas com quem a gente teve dificuldade e as perdoe. Que a gente tamb\u00e9m se perdoe das v\u00e1rias coisas que a gente n\u00e3o fez de modo apropriado. Perdoar significa sorrir para aquilo, ver que a gente estava envolvido em bolhas de realidade, envolvido em disputas sem sentido e que a gente est\u00e1 se livrando dessas afli\u00e7\u00f5es, e que a gente se livra, porque a gente percebe que aquilo era um engano. \u00c9 como se n\u00f3s estiv\u00e9ssemos olhando a nossa vida como n\u00f3s olhamos as crian\u00e7as. As crian\u00e7as est\u00e3o envolvidas em disputas, em coisas intensas pra c\u00e1 e pra l\u00e1. Mas aquilo s\u00e3o movimentos. S\u00e3o movimentos que n\u00e3o t\u00eam um sentido mais profundo. Ent\u00e3o, desse modo a gente se livra tanto das coisas que s\u00e3o aflitivas pra n\u00f3s como passagens negativas da nossa pr\u00f3pria vida, como tamb\u00e9m das negatividades que a gente tenha causado para os outros. Ent\u00e3o, \u00e9 muito importante esse perd\u00e3o. Perd\u00e3o do mundo, perd\u00e3o das pessoas e o perd\u00e3o com respeito a n\u00f3s pr\u00f3prios. Assim, n\u00f3s nos sentimos livres pra que a mente, as emo\u00e7\u00f5es, as energias se desloquem numa dire\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel.<br \/>\nUm segundo ponto muito importante \u00e9 que a gente foque a nossa mente numa dire\u00e7\u00e3o de ref\u00fagio, em alguma coisa que a gente tenha confian\u00e7a, tenha estabilidade. No caso dos budistas, a gente foca no Buda, no Darma e na Sanga. Ent\u00e3o, se a gente tiver essa capacidade, melhor. Se a gente tiver uma abordagem Vajrayana, a gente foca na mandala tamb\u00e9m. A gente toma ref\u00fagio na mandala. Buda, Darma, Sanga e o mundo, insepar\u00e1veis. E a gente tenta manter a nossa mente dentro de uma mandala de lucidez. Esse \u00e9 o processo.<br \/>\nSe a pessoa tiver contato com outras tradi\u00e7\u00f5es, as outras tradi\u00e7\u00f5es t\u00eam ref\u00fagios. Por exemplo, se for a morte de um crist\u00e3o, a gente perguntaria: voc\u00ea acha que nesse momento de afli\u00e7\u00e3o e de desespero na proximidade da morte Jesus Cristo o abandonaria? De um modo geral, os crist\u00e3os v\u00e3o entender que Jesus Cristo estar\u00e1 junto, que n\u00e3o os abandonar\u00e1 nesse momento. Ent\u00e3o a gente diz: foque a mente em Jesus Cristo e se mantenha em sua conex\u00e3o com ele. Em outras tradi\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m tem seres, tem ref\u00fagios e a gente pode fazer a mesma pergunta: voc\u00ea acredita que a sua fonte de ref\u00fagio, a sua vis\u00e3o de Deus, o Deus na forma como voc\u00ea se relaciona vai lhe faltar nesse momento?<br \/>\nDe um modo geral as pessoas t\u00eam a f\u00e9 que isso n\u00e3o vai acontecer, que elas est\u00e3o protegidas. Ent\u00e3o, \u00e9 muito importante manter esse olhar elevado, voltado para alguma coisa muito profunda. \u00c9 in\u00fatil imaginar que a nossa mente possa ser administrada atrav\u00e9s da vontade ou da disciplina. \u00c9 um momento em que as dimens\u00f5es da nossa pr\u00e1tica e dos nossos carmas assumem o controle do mesmo modo que eles assumiram durante a vida. Durante a vida a nossa capacidade de disciplina teve um \u00eaxito muito limitado. Ent\u00e3o, no per\u00edodo da morte, ela tamb\u00e9m vai ter um \u00eaxito muito limitado. Na vis\u00e3o budista, n\u00f3s precisamos \u00e9 repousar na mandala.<br \/>\n<strong>Como admitiu Steve Jobs, ningu\u00e9m quer morrer, mas esse \u00e9 um fato inevit\u00e1vel. O senhor aconselha conversarmos sobre a morte, sobre o momento da morte?<\/strong><br \/>\n<strong>Lama Samten:<\/strong> O meu mestre, Chagdud Rinpoche, escreveu um livro sobre isso, sobre como a gente pode aproveitar a vis\u00e3o de uma futura morte, imagin\u00e1-la de uma forma muito viva e com isso ganhar uma maturidade atrav\u00e9s de visualiza\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio processo em que o corpo vai endurecendo, a respira\u00e7\u00e3o vai ficando dif\u00edcil, e assim a gente tem uma experi\u00eancia viva da morte. Sem precisar morrer, naturalmente. E a partir disso essa consci\u00eancia passa a permear a nossa vida, os nossos movimentos, as nossas imagina\u00e7\u00f5es, as nossas rela\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m.<br \/>\n<strong>O senhor acha que a m\u00eddia deveria abordar este tema? Sob que enfoque?<\/strong><br \/>\n<strong>Lama Samten:<\/strong> Eu acho que a m\u00eddia deveria tratar a morte de uma forma natural.  A morte permeia a m\u00eddia de todo modo, porque a m\u00eddia est\u00e1 noticiando sobre isso o tempo todo. E entre as coisas mais perturbadoras est\u00e1 justamente as not\u00edcias sobre as mortes terr\u00edveis, sobre as mortes sob tortura, mortes sob circunst\u00e2ncias muito aflitivas.<br \/>\nEu acho que a m\u00eddia n\u00e3o deveria abordar a morte na forma t\u00e9trica, na forma assustadora. Seria melhor se ela pudesse abordar dentro de uma perspectiva da naturalidade da morte, da naturalidade da perman\u00eancia al\u00e9m de vida e morte. A gente tamb\u00e9m n\u00e3o pode exigir isso da m\u00eddia. A m\u00eddia \u00e9 uma m\u00e9dia das opini\u00f5es, das vis\u00f5es das pessoas.<br \/>\nHoje estamos vendo mortes horr\u00edveis, sendo conduzidas justamente para provocar um impacto sobre as pessoas que t\u00eam medo da morte. Ent\u00e3o, n\u00f3s assistimos esses v\u00eddeos onde as pessoas s\u00e3o mortas ao vivo de uma forma dolorida. Mas se voc\u00eas olharem, enfim, todas as pessoas v\u00e3o morrer de algum jeito. E a morte n\u00e3o \u00e9 uma morte real. Ela \u00e9 uma separa\u00e7\u00e3o do corpo simplesmente. Os aspectos de energia e de mente seguem. Ent\u00e3o, uma vez que a morte \u00e9 inevit\u00e1vel, se a m\u00eddia conseguisse tratar disso com um n\u00edvel de lucidez, seria uma boa coisa.<br \/>\n<strong>A pr\u00e1tica da medita\u00e7\u00e3o prepara para morte? Como?<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Lama Samten:<\/strong> Ela prepara porque a pr\u00e1tica de medita\u00e7\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica al\u00e9m de olhos, ouvidos, nariz, l\u00edngua e tato. A gente acessa esse espa\u00e7o de energia, esse espa\u00e7o de mente que est\u00e1 al\u00e9m da necessidade dos contatos com o mundo. Ent\u00e3o, a mente na medita\u00e7\u00e3o \u00e9 uma mente livre dos contatos com o mundo. Isso n\u00e3o quer dizer que durante a medita\u00e7\u00e3o a pessoa n\u00e3o tenha o contato com os sentidos f\u00edsicos, mas a pessoa n\u00e3o deveria ser movida por eles e pelos impulsos que brotam deles. Isso mesmo seria a medita\u00e7\u00e3o. Essa capacidade de independ\u00eancia com rela\u00e7\u00e3o aos sentidos f\u00edsicos. Ent\u00e3o, a morte \u00e9 acessada atrav\u00e9s da medita\u00e7\u00e3o. A medita\u00e7\u00e3o \u00e9 um bardo. Do mesmo modo que existe o bardo do sonho, existe o bardo da medita\u00e7\u00e3o. O bardo da medita\u00e7\u00e3o nos retira do bardo da vida propriamente. \u00c9 uma experi\u00eancia consciente, livre da experi\u00eancia comum da vida.<br \/>\n<strong>Qual a vis\u00e3o budista sobre a vida p\u00f3s-morte? O que acontece na morte? Qual a vis\u00e3o budista sobre a reeencarna\u00e7\u00e3o?<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Lama Samten:<\/strong> \u00c9 melhor a gente pensar que isso \u00e9 semelhante \u00e0s m\u00faltiplas vidas dentro de uma mesma vida num mesmo corpo.  \u00c9 melhor pensar assim. A\u00ed a gente entende melhor a quest\u00e3o da transmigra\u00e7\u00e3o. \u00c9 muito comum que as pessoas nas\u00e7am num lugar, vivam num outro lugar, depois se transfiram para um outro lugar. E v\u00e3o constituindo fam\u00edlia, depois eventualmente outra fam\u00edlia e v\u00e3o trocando de emprego e v\u00e3o transmigrando dentro do mundo. Ent\u00e3o, isso \u00e9 a vis\u00e3o budista da reencarna\u00e7\u00e3o. N\u00f3s vamos mudando de ambientes e nos tornando outras pessoas ao longo de uma mesma vida. Quando surge a dissolu\u00e7\u00e3o do corpo, n\u00f3s vamos tamb\u00e9m transmigrar. N\u00f3s vamos buscar outros corpos, outros lugares de nascimento, outras possibilidades conduzidas por uma mente que muitas vezes n\u00e3o \u00e9 consciente. \u00c9 uma base c\u00e1rmica que produz impulsos. Ent\u00e3o, durante a vida, \u00e9 bom que a gente tenha compreens\u00e3o e clareza sobre esse tema.<br \/>\n<strong>Como devemos tratar a quest\u00e3o da morte com doentes e idosos?<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>Lama Samten: <\/strong> Eu acho que n\u00f3s dever\u00edamos tratar de uma forma muito honesta, porque os doentes e os idosos t\u00eam a consci\u00eancia da morte. Muitas vezes a gente n\u00e3o consegue tratar disso. Eles tentam escamotear a quest\u00e3o, porque eles n\u00e3o encontram ningu\u00e9m com coragem para tratar disso. Mas quando vem algu\u00e9m que fala para eles sobre a quest\u00e3o da morte, ou lhes ajuda a expressar suas vis\u00f5es, eles se sentem muito aliviados e muito felizes. \u00c9 melhor conversar com as pessoas sobre isso. A\u00ed eles t\u00eam algu\u00e9m com quem compartilhar. De um modo geral, os doentes e os idosos n\u00e3o querem falar muito para n\u00e3o perturbar as pessoas. Por\u00e9m, eles se beneficiam muito quando a gente fala com eles sobre isso.<br \/>\n<em>Entrevista concedida por Lama Samten a uma assessoria de imprensa de S\u00e3o Paulo, por ocasi\u00e3o da divulga\u00e7\u00e3o do retiro Conselhos sobre a Morte, em outubro de 2014, em Viam\u00e3o. Transcri\u00e7\u00e3o: Jader Silvestre<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00f3s n\u00e3o somos as identidades, as bolhas de realidade que nos ocupam e nos mant\u00e9m focados num certo sentido desperdi\u00e7ando tempo.<\/p>","protected":false},"author":119,"featured_media":85218,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[417,352],"tags":[],"class_list":["post-15088","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ensinamentos","category-perguntas-respostas"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Perguntas e respostas sobre a morte - Centro de Estudos Budistas Bodisatva<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/cebb.org.br\/en\/perguntas-e-respostas-sobre-a-morte\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_GB\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Perguntas e respostas sobre a morte - 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