{"id":14447,"date":"2014-11-06T03:00:23","date_gmt":"2014-11-06T05:00:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cebb.org.br\/?p=14447"},"modified":"2014-11-06T03:00:23","modified_gmt":"2014-11-06T05:00:23","slug":"as-cinco-sabedorias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cebb.org.br\/es\/as-cinco-sabedorias\/","title":{"rendered":"As cinco sabedorias"},"content":{"rendered":"<p>Essas cinco qualidades s\u00e3o as sabedorias dos cinco Diani Budas, que s\u00e3o simbolizadas pelas cinco cores das bandeiras tibetanas. Precisamos nos lembrar disto. Essa \u00e9 a nossa ess\u00eancia.<!--more--><\/p>\n<h3>Sabedoria do Espelho<\/h3>\n<p>Precisamos ter a sabedoria da cor azul, que \u00e9 a sabedoria de olhar para o outro e acolh\u00ea-lo do jeito que ele vem. Isso \u00e9 tamb\u00e9m chamado de sabedoria do espelho. E o que significa acolher o outro do jeito que ele vem? Significa, em primeiro lugar, entender como o outro est\u00e1 vivendo, qual sua experi\u00eancia de mundo, como ele est\u00e1 experimentando aquilo. Para entender como o outro vive a sua experi\u00eancia de mundo, temos que entender que a mente dele se espelha no mundo; que o mundo \u00e9 um espelho que reflete a mente dele. Se ele tem raivas, o mundo vai aparecer como a fonte desta raiva que brota nele.<br \/>\nN\u00f3s vamos ent\u00e3o trabalhar esse aspecto muito sutil da compreens\u00e3o da vacuidade, que \u00e9 tamb\u00e9m chamado de co-emerg\u00eancia entre o mundo externo e o mundo interno. N\u00f3s n\u00e3o conseguimos entender o outro se n\u00f3s olhamos o outro a partir dos nossos pr\u00f3prios referenciais. N\u00f3s precisamos entender o outro a partir dos referenciais dele.<br \/>\nQuando n\u00f3s entendemos o outro a partir do referencial dele, isso significa que n\u00f3s vemos o mundo do mesmo modo que ele v\u00ea, e por isso n\u00f3s conseguimos falar dentro do mundo dele e ser entendidos. Se n\u00f3s guardarmos a nossa experi\u00eancia de mundo e quisermos impor a nossa experi\u00eancia de mundo sobre a experi\u00eancia de mundo do outro, n\u00e3o h\u00e1 linguagem, n\u00e3o h\u00e1 como acolh\u00ea-lo. Isso, na verdade, \u00e9 rejeit\u00e1-lo, \u00e9 n\u00e3o ouvi-lo.<br \/>\nOs Budas e Bodisatvas v\u00e3o para os mundos, ouvem os seres e atuam dentro da linguagem dos seres, retirando-os da confus\u00e3o. Se n\u00f3s n\u00e3o tivermos essa capacidade, n\u00f3s vamos agir conforme o samsara usual, ou seja, n\u00f3s olhamos paras pessoas, gostamos ou n\u00e3o gostamos, entendemos o mundo ao nosso modo, impomos a nossa vis\u00e3o sobre o outro e dizemos: \u201cvoc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 vendo direito, a realidade \u00e9 assim!&#8221; Se n\u00f3s ficarmos estruturados dentro do nosso mundo, n\u00f3s n\u00e3o conseguiremos ajudar o outro.<br \/>\nN\u00f3s precisamos dessa habilidade que \u00e9 a sabedoria do espelho, Buda Akshobia. N\u00f3s vamos treinar isso.<\/p>\n<h3>Sabedoria da Igualdade<\/h3>\n<p>Depois, n\u00f3s temos a sabedoria do Buda Ratnasambava, representada pela cor amarela. Essa \u00e9 uma habilidade que n\u00e3o pode faltar em n\u00f3s: se h\u00e1 algu\u00e9m que est\u00e1 em dificuldades, aquele algu\u00e9m nos interessa. Se n\u00e3o somos tocados pela sabedoria da igualdade, simplesmente dizemos: \u201cbem, isso \u00e9 um problema dele, ali\u00e1s, isso \u00e9 o carma dele\u201d e n\u00f3s vamos escapando. Ou ent\u00e3o podemos n\u00e3o ter propriamente um interesse maior pelos outros e dizemos: \u201colha, a vastid\u00e3o dos carmas \u00e9 infinito, o que posso fazer? Eu, quando muito, lido com o meu pr\u00f3prio carma\u201d. Essa seria uma posi\u00e7\u00e3o Hinayana, uma posi\u00e7\u00e3o do caminho do ouvinte, do caminho estreito, onde n\u00e3o h\u00e1 compaix\u00e3o.<br \/>\nNo caminho Mahayana, n\u00f3s temos os cinco Diani Budas. O segundo deles \u00e9 a sabedoria da igualdade. Ent\u00e3o, mais do que apenas nos interessarmos pelos outros, \u00e9 necess\u00e1rio que comecemos a gerir a nossa pr\u00f3pria energia a partir disso. Por exemplo: se n\u00f3s ajudamos os outros, isso produz em n\u00f3s um interesse e uma sustenta\u00e7\u00e3o de energia.<br \/>\nDe um modo geral, a nossa energia se sustenta de um outro modo, ela se sustenta pelo gostar ou n\u00e3o gostar das coisas com as quais fazemos contato. Mas agora n\u00e3o mais. N\u00e3o importa se estamos vendo algu\u00e9m que gostamos ou n\u00e3o gostamos, isso n\u00e3o vem ao caso. Vemos algu\u00e9m em dificuldade e vamos ajudar. E a\u00ed n\u00f3s precisar\u00edamos contemplar: essa energia brota ou n\u00e3o? Se essa energia brotar, isso \u00e9 a b\u00ean\u00e7\u00e3o do buda Ratnasambava, esse \u00e9 o lung do buda Ratnasambava. Isso \u00e9 a sabedoria da igualdade operando de modo real.<br \/>\nEssa explica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma abordagem sutrayana. O ensinamento na abordagem tantrayana seria o ensinamento no qual voc\u00eas efetivamente vivem isso. Algumas vezes se faz uso de imagens fortes para produzir esse interesse, por exemplo: imagine sua m\u00e3e em sofrimento. Ou ent\u00e3o imagine que aquele ser foi sua m\u00e3e em uma vida passada. Agora esse ser cruzou por voc\u00ea, o que \u00e9 um momento muito raro, e est\u00e1 em grande dificuldade, por isso se aproximou de voc\u00ea. Ele est\u00e1 pedindo ajuda. A\u00ed, voc\u00ea n\u00e3o reconhece que esse ser \u00e9 a sua m\u00e3e, vira as costas e segue. Come\u00e7amos a sentir isso! Ent\u00e3o, essa mundan\u00e7a entre o entender e o sentir \u00e9 a diferen\u00e7a entre a abordagem sutrayana e tantrayana. Precisamos tornar o ensinamento vivo em n\u00f3s.<br \/>\nEstamos vendo a Sabedoria do Espelho, Buda Akshobia, e a Sabedoria da Igualdade, Buda Ratnasambava. Os professores, por exemplo, manifestam isso. Eles est\u00e3o cuidando dos seus alunos e se alegram com o progresso deles. Se n\u00e3o se alegrarem, a\u00ed n\u00e3o s\u00e3o professores, n\u00e3o tem o lung de professor, ou seja, a energia natural, o brilho do olho. Isso vem da alegria de, ao ensinar, perceber que o outro aprende, ainda que com dificuldade. E quando o outro aprende, \u00e9 muito bom, muito bom para o outro e, especialmente, para o professor. Essa \u00e9 a Sabedoria da Igualdade.<\/p>\n<h3>Sabedoria Discriminativa<\/h3>\n<p>Em seguida, temos a sabedoria discriminativa, cuja cor \u00e9 vermelha. O facilitador de cultura de paz precisa ter isso tamb\u00e9m, porque essa \u00e9 a ess\u00eancia dos ensinamentos. A sabedoria de entender o outro, a sabedoria de acolh\u00ea-lo, de fazer brotar a energia que vai trazer benef\u00edcio a ele &#8211; isso \u00e9 muito importante! Mas o benef\u00edcio, de fato, como \u00e9 que acontece? O benef\u00edcio acontece atrav\u00e9s da sabedoria discriminativa do Buda Amitaba.<br \/>\nPara simplificar, a sabedoria discriminativa s\u00e3o \u00a0Quatro Nobres Verdades e no Nobre Caminho de Oito passos. Aspiramos que as crian\u00e7as entendam, que todos entendam as suas vidas a partir do referencial das Quatro Nobres Verdades e do Nobre Caminho de Oito Passos. Se n\u00f3s nos afastarmos disso, l\u00e1 estar\u00e1 Maharaja nos esperando. Ao menor tra\u00e7o de distanciamento disso, Maharaja bate em cima, com certeza! Isso n\u00e3o \u00e9 uma persegui\u00e7\u00e3o, mas seria assim: se n\u00f3s tentamos o imposs\u00edvel, n\u00e3o obtemos resultado; quando n\u00f3s n\u00e3o obtemos resultado, culpamos algu\u00e9m; esse algu\u00e9m seria Maharaja.<br \/>\nMaharaja \u00e9 uma figura que n\u00e3o existe, mas a a\u00e7\u00e3o dele existe. Por qu\u00ea? Porque n\u00f3s n\u00e3o obtemos resultados, onde n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel obt\u00ea-los.<br \/>\nA sabedoria discriminativa vai discriminar o que \u00e9 real do que n\u00e3o \u00e9 real e, dentro da sabedoria discriminativa, n\u00f3s estudamos com cuidado todos os aspectos do quadro da Roda da Vida. A partir da Sabedoria Discriminativa, geramos a motiva\u00e7\u00e3o correta, que \u00e9 a motiva\u00e7\u00e3o de nos afastarmos do engano, porque ele n\u00e3o produz resultado algum. Dessa perspectiva mais ampla, obtemos resultados positivos, que, no in\u00edcio, podem ser descritos como felicidade, a nossa felicidade. Est\u00e1 bem se tomarmos a nossa felicidade como referencial, mas mais a diante vamos achar que isso \u00e9 pouco, vamos querer ir al\u00e9m da pr\u00f3pria sensa\u00e7\u00e3o de felicidade.<br \/>\nA sabedoria discriminativa nos ajuda a definir a motiva\u00e7\u00e3o adequada em nossas vidas, em nossas a\u00e7\u00f5es. Ela ir\u00e1 determinar se a pessoa vai conseguir ter sucesso ou n\u00e3o. A sabedoria discriminativa \u00e9 a pr\u00f3pria ess\u00eancia do ensinamento budista.<\/p>\n<h3>Sabedoria da Causalidade<\/h3>\n<p>A seguir, n\u00f3s temos a cor verde, que simboliza a a\u00e7\u00e3o da sabedoria da causalidade.<br \/>\nA causalidade \u00e9 assim: n\u00f3s fazemos um tipo de a\u00e7\u00e3o e aquilo produz resultados. Ent\u00e3o, muito cuidado! Precisamos entender como se d\u00e3o os resultados, em n\u00edveis mais profundos e mais superficiais &#8211; em todos os n\u00edveis! Precisamos entender como os resultados s\u00e3o manifestados e aprender a produzir resultados positivos e evitar resultados negativos.<br \/>\nEm uma condi\u00e7\u00e3o extrema, a sabedoria da causalidade potencializa a a\u00e7\u00e3o irada. Assim, podemos, por exemplo, como pais e m\u00e3es, interromper ou determinar o que os filhos podem ou n\u00e3o fazer. Seria falta de compaix\u00e3o deixarmos os pequenos fazerem o que eles bem entendessem. Eles podem perder a vida, v\u00e3o se ferir, v\u00e3o ter problemas rapidamente. N\u00f3s precisamos estar o tempo todo pr\u00f3ximos para impedir que eles, na falta da sabedoria discriminativa, criem grandes complica\u00e7\u00f5es para eles mesmos. Ent\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio que estejamos dispostos a usar esta sabedoria e interromper o que precisa ser interrompido.<\/p>\n<h3>Sabedoria de Darmata<\/h3>\n<p>Finalmente, temos a cor branca, a sabedoria de Darmata, a compreens\u00e3o do espa\u00e7o b\u00e1sico. Isso \u00e9 realmente maravilhoso. Por exemplo, podemos come\u00e7ar pensando que, no passado, n\u00f3s nos descrev\u00edamos de um jeito ou de outro. N\u00f3s j\u00e1 moramos em diferentes lugares, j\u00e1 fizemos diferentes coisas. Agora dizemos: \u201ceu n\u00e3o sou aquilo! Ali\u00e1s, de fato, eu nunca fui aquilo, aquilo foi alguma coisa que se manifestou\u201d. \u201cNo passado eu manifestei fraudes sucessivas. N\u00e3o era eu! Eu me apresentei de um jeito, mas eu n\u00e3o era aquilo. E agora eu estou me manifestando de um outro jeito. Seria esse jeito tamb\u00e9m uma fraude, ou n\u00e3o?\u201d<br \/>\nEnt\u00e3o, n\u00f3s olhamos deste modo. Quando entendemos que aquilo que est\u00e1 se manifestando hoje tamb\u00e9m \u00e9 uma fraude, entendemos Darmata. Compreendemos que todos os jeitos particulares que manifestarmos s\u00e3o constru\u00e7\u00f5es; por\u00e9m, existe uma natureza livre de onde as constru\u00e7\u00f5es brotam. N\u00f3s nunca seremos nenhuma das constru\u00e7\u00f5es, mesmo que juremos de p\u00e9s e m\u00e3os juntas: \u201ceu sou isso, eu fa\u00e7o isso, pode confiar!\u201d<br \/>\nTodos esses aspectos s\u00e3o transit\u00f3rios, constru\u00eddos. A nossa natureza \u00e9 uma natureza livre, que ri dos nossos votos sams\u00e1ricos. Quando olha paras nossas constru\u00e7\u00f5es sams\u00e1ricas, nossa natureza sabe que elas n\u00e3o perduram. Se ainda assim insistimos \u2013 \u201cn\u00e3o, eu sou s\u00e9rio, \u00e9 isso mesmo\u201d \u2013 a\u00ed, a natureza de Darmata despacha Maharaja e &#8230;. bum!&#8230;derruba aquele ser que insiste em ficar fixado em alguma coisa. Ent\u00e3o, no m\u00ednimo voc\u00eas pensem: n\u00f3s envelhecemos e morremos. A\u00ed aquilo que n\u00f3s \u00e9ramos se dissolve. Ent\u00e3o n\u00e3o adianta n\u00f3s nos fixarmos teimosamente. N\u00f3s n\u00e3o somos isso.<br \/>\nA sabedoria de Darmata \u00e9 a sabedoria de ver o que n\u00f3s verdadeiramente somos. \u00c9 o olhar que atravessa a apar\u00eancia e v\u00ea a natureza livre que cria as nossas manifesta\u00e7\u00f5es. N\u00f3s n\u00e3o atingir\u00edamos a libera\u00e7\u00e3o sem a sabedoria de Darmata. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, porque n\u00e3o h\u00e1 nenhuma identidade que possa se construir livre. A liberdade n\u00e3o \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 uma identidade, ela \u00e9 nossa condi\u00e7\u00e3o natural. As nossas pris\u00f5es, as nossas manifesta\u00e7\u00f5es comuns s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es dessa liberdade. Essa liberdade permite que a gente se construa de muitos modos. A sabedoria de Darmata \u00e9 isso. Por exemplo, uma professora, olhando um pestinha dentro de sala de aula, atrav\u00e9s da sabedoria de Darmata, pode dizer: \u201coh, a natureza dele \u00e9 a natureza de Buda. A natureza de Buda \u00e9 a natureza livre. Todos os seres tem a natureza livre\u201d.<br \/>\nA etapa mais profunda do acolhimento \u00e9 n\u00f3s entendermos que o outro tem a natureza de Buda. O olho mais benigno, mais amoroso que podemos ter em rela\u00e7\u00e3o a qualquer pessoa \u00e9 n\u00e3o acreditar na cara que a pessoa est\u00e1 manifestando. \u00c9 dizer: \u201cvoc\u00ea \u00e9 livre, voc\u00ea tem uma natureza livre, voc\u00ea pode fazer outras coisas\u201d.\u00a0Por exemplo, uma professora, olhando um pestinha dentro de sala de aula, atrav\u00e9s da sabedoria de Darmata, pode dizer: \u201coh, a natureza dele \u00e9 a natureza de Buda. A natureza de Buda \u00e9 a natureza livre. Todos os seres tem a natureza livre\u201d.<\/p>\n<h3>Meios h\u00e1beis no mundo<\/h3>\n<p>Eu falei dos cinco Diani Budas, a origem das cinco sabedorias, que \u00e9 essencialmente aquilo que vamos tomar como referencial para nossas a\u00e7\u00f5es. Precisamos disso, de sa\u00edda. Essas cinco sabedorias geram imediatamente a possibilidade de n\u00f3s utilizarmos os meios h\u00e1beis, que s\u00e3o as <strong>Quatro Qualidades Incomensur\u00e1veis<\/strong>, compaix\u00e3o, amor, alegria, equanimidade,\u00a0e as <strong>Seis Perfei\u00e7\u00f5es<\/strong>, generosidade, moralidade, paz, energia constante, concentra\u00e7\u00e3o e sabedoria.<br \/>\nVamos utilizar esses dez \u00edtens, somados \u00e0s cinco sabedorias, tomados em quatro diferentes n\u00edveis: <strong>corpo, fala\/energia, mente e paisagem<\/strong>. Por exemplo, n\u00f3s precisamos praticar essas a\u00e7\u00f5es e essas vis\u00f5es com o nosso pr\u00f3prio corpo. Ao nos movermos, vamos precisar utilizar esses referenciais. Mas n\u00e3o s\u00f3 com o corpo, n\u00f3s precisamos agir a partir desses referenciais com nossa energia e nossa fala, ou seja, nossas emo\u00e7\u00f5es e nossos impulsos. E tamb\u00e9m a nossa mente precisa estar comandada por isso, e a nossa compreens\u00e3o, a nossa vis\u00e3o de mundo, a vis\u00e3o das circunst\u00e2ncias onde n\u00f3s estamos, todos estes aspectos devem estar harmonizados com essa vis\u00e3o. Se isso n\u00e3o ocorrer, podemos pensar: \u201cos ensinamentos budistas n\u00e3o servem para o mundo de hoje, n\u00e3o servem na Receita Federal onde eu trabalho, n\u00e3o servem na universidade onde eu estudo. Eles s\u00e3o bons aqui, mas n\u00e3o em algum outro lugar\u201d.<br \/>\n\u00c9 necess\u00e1rio que o lugar no qual vivamos seja um lugar onde possamos sentir que esses ensinamentos s\u00e3o \u00fateis. Nossa vis\u00e3o de mundo, em todas as circunst\u00e2ncias, tem que estar harmonizada a esse tipo de a\u00e7\u00e3o.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essas cinco qualidades s\u00e3o as sabedorias dos cinco Diani Budas, que s\u00e3o simbolizadas pelas cinco cores das bandeiras tibetanas. 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