{"id":3519,"date":"2013-02-11T01:04:41","date_gmt":"2013-02-11T03:04:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cebb.org.br\/?p=3519"},"modified":"2013-02-11T01:04:41","modified_gmt":"2013-02-11T03:04:41","slug":"as-cinco-sabedorias-na-educacao-e-o-treinamento-do-cebb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cebb.org.br\/es\/as-cinco-sabedorias-na-educacao-e-o-treinamento-do-cebb\/","title":{"rendered":"As cinco sabedorias na educa\u00e7\u00e3o e o treinamento do CEBB"},"content":{"rendered":"<p><em>Palestra de Lama Padma Samten em S\u00e3o Paulo | 29 de novembro 2011<!--more--><br \/>\nTranscri\u00e7\u00e3o (informal ainda n\u00e3o revisada) por Gabi Sencandes &#8211; CEBB Recife<\/em><\/p>\n<h3>Introdu\u00e7\u00e3o ao m\u00e9todo<\/h3>\n<p>Ent\u00e3o, a gente tem aqui esse tema: as cinco sabedorias na educa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEu imagino que isso diga respeito a alguma coisa relativa \u00e0 escola. N\u00e3o necessariamente ao m\u00e9todo. Ent\u00e3o, quando a gente fala sobre esse tema de usar as sabedorias b\u00fadicas na educa\u00e7\u00e3o, isso remete para uma vis\u00e3o de como isso pode ser usado dentro de uma perspectiva de ensino, em uma escola ou no pr\u00f3prio CEBB (sendo o CEBB como uma escola).<br \/>\nEnt\u00e3o eu vou discorrer um pouco sobre isso. Mas esse tema se mistura com o tema da pr\u00f3pria estrutura de funcionamento das coisas. Ent\u00e3o, n\u00e3o tem muito como separar conte\u00fado com o pr\u00f3prio processo da forma como ela vai se estabelecer.<br \/>\nEu vou aproveitar esse tema para falar um pouco sobre essa estrutura\u00e7\u00e3o, que diz respeito n\u00e3o s\u00f3 a Escola do Caminho do Meio, mas ao CEBB como uma institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m. A gente termina aplicando um caso no outro de acordo com a circunst\u00e2ncia.<br \/>\nEnt\u00e3o, por exemplo, dentro da estrutura dos ensinamentos budistas, as cinco sabedorias \u00e9  alguma coisa l\u00e1 adiante. Isso n\u00e3o t\u00e1 no in\u00edcio, por\u00e9m n\u00f3s podemos encontrar um modo de colocar isso desde o in\u00edcio. Que \u00e9 o modo que estamos utilizando dentro da Escola Caminho do Meio (especialmente l\u00e1), mas tamb\u00e9m dentro do CEBB, tamb\u00e9m dentro das mais variadas estruturas. Eu vou come\u00e7ar comentado isso, ou seja, como que isso tradicionalmente nos ensinamentos budistas \u00e9 colocado.<br \/>\nDisposi\u00e7\u00e3o \u00e9 colocada quando a gente tem um caminho gradual e que m\u00e9todo n\u00f3s utilizamos, que racioc\u00ednio pedag\u00f3gico a gente utiliza para poder colocar aquilo j\u00e1 no primeiro dia, quando a crian\u00e7a vai chegando. Eu vou explicar isso. E n\u00f3s precisamos ter na mente o m\u00e9todo, que aquilo \u00e9 l\u00e1 adiante e a gente utiliza isso de sa\u00edda. E eu vou come\u00e7ar explicando como essa \u201cm\u00e1gica\u201d se d\u00e1.<br \/>\nEnt\u00e3o, em primeiro lugar, a gente poderia imaginar assim: existem os praticantes ou as pessoas em v\u00e1rios contextos. O ensinamento budista, todo ele se origina de Samantabhadra (para explicar isso eu vou ter que explicar a origem do universo, mas isso n\u00e3o precisa!) (risos).<br \/>\nPois \u00e9, se diz assim: o Buda Sakyamuni, os Budas todos, atrav\u00e9s das experi\u00eancias de medita\u00e7\u00e3o deles, primeiro tiram a agita\u00e7\u00e3o da mente, depois eles percebem que t\u00eam um conjunto de pensamentos e emo\u00e7\u00f5es e flutua\u00e7\u00f5es de energia dentro deles, que ainda que n\u00e3o seja t\u00e3o intenso, ainda est\u00e3o presentes (e retornam, retornam). E durante a medita\u00e7\u00e3o, n\u00f3s podemos (dependendo do tipo de medita\u00e7\u00e3o) lutar contra esses conte\u00fados.<br \/>\nEnt\u00e3o, de modo geral, existe a pr\u00e1tica na qual a gente foca alguma coisa, uma pr\u00f3pria energia, o pr\u00f3prio corpo ou uma pedra, ou uma imagem, ou a pr\u00f3pria pessoa imagina algo em um corpo, ou em algum lugar e foca a aten\u00e7\u00e3o naquilo. Quando n\u00f3s focamos a aten\u00e7\u00e3o naquilo, a mente, de modo natural, perde a aten\u00e7\u00e3o \u00e0s coisas flutuantes que est\u00e3o ocorrendo.<br \/>\nEsse aspecto de flutua\u00e7\u00e3o de mente vem como decorr\u00eancia da falta de um foco claro. Quando eu coloco um foco claro, a flutua\u00e7\u00e3o se reduz. Isso \u00e9 base da medita\u00e7\u00e3o chamada shamatha, em que estabilizamos a mente para definir um foco. Esse m\u00e9todo \u00e9 o principio geral de funcionamento de nossa mente, quando n\u00f3s focamos algo a gente perde o restante. Assim n\u00f3s utilizamos isso como m\u00e9todo em nossa medita\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEnt\u00e3o, a gente pode focar o equil\u00edbrio do corpo, a energia do corpo, ou um ponto em algum lugar, um ponto \u00e0 frente, e, colocando nossa mente ali, todo o resto amortece. Ent\u00e3o as pr\u00e1ticas sucessivas de medita\u00e7\u00e3o, associadas a uma vida mais tranq\u00fcila, mais simples fazem com que esse estado de excita\u00e7\u00e3o como um todo se reduza.<br \/>\nPode ocorrer que esse conte\u00fado todo, que a gente sente como se fosse um conte\u00fado interno, fique amortecido e a gente ganhe uma estabilidade. Por\u00e9m, essa estabilidade, ainda \u00e9 suscet\u00edvel ao ressurgimento da agita\u00e7\u00e3o. No entanto, no pr\u00f3prio processo da medita\u00e7\u00e3o podemos penetrar por dentro dos conte\u00fados que ficam residuais e amortecidos (e que posteriormente podem retornar), penetrando nesses conte\u00fados e retirando a for\u00e7a deles, a realidade deles, n\u00f3s atravessamos isso e vamos para uma segunda regi\u00e3o: a de silencio, que \u00e9 uma regi\u00e3o na qual n\u00f3s temos ent\u00e3o uma clareza, que nos vamos chamar de sabedoria primordial.<br \/>\nQuando n\u00f3s chegarmos nessa condi\u00e7\u00e3o de clareza mais profunda. N\u00f3s vamos dizer que estamos acessando a mente do Buda Samantabhadra. Que a mente \u00e9 silenciosa, por\u00e9m \u00e9 dotada de sabedoria discriminativa, de capacidade de entender a g\u00eanesis dos processos, de surgimentos e das coisas todas. Ent\u00e3o, n\u00f3s vamos dizer que todos os Budas portam essa mente de Samantabhadra. Todos os Budas residem nesse silencio. Assim como nosso treinamento, falando em poucas palavras, \u00e9 esse trajeto: da mente agitada at\u00e9 a mente que corresponde a lucidez da sabedoria primordial de Samantabhadra. \u00c9 isso que n\u00f3s estamos fazendo.<br \/>\nEnt\u00e3o, todo o processo de educa\u00e7\u00e3o dentro do budismo busca tirar pessoas disso e levar at\u00e9 uma outra ponta. \u00c9 isso. Seja na escola, no CEBB, onde for. Esse \u00e9 o eixo do processo. Seria o programa pol\u00edtico-pedag\u00f3gico da escola.<br \/>\nEnt\u00e3o a gente imagina que a escola tem crian\u00e7as de 07 ou 12 anos e v\u00e3o passar por uma prova final de levita\u00e7\u00e3o, medindo o brilho da aura com c\u00e2mera e se ele n\u00e3o obtiver a ilumina\u00e7\u00e3o significa que a escola falhou em alguma coisa (risos). Naturalmente, a gente pode ter uma vis\u00e3o abrangente e n\u00f3s vamos fazer o que seja poss\u00edvel dentro disso. N\u00f3s temos um eixo. Por\u00e9m, dentro desse processo, n\u00f3s estamos indo em dire\u00e7\u00e3o a vis\u00e3o, ou seja, as pessoas olharem as coisas com clareza.O aspecto de vis\u00e3o \u00e9 um dos tr\u00eas peda\u00e7os do treinamento, e \u00e9 s\u00f3 o primeiro.<br \/>\nExiste depois a segunda etapa, que \u00e9 a etapa de estabiliza\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o. Por exemplo, eu acho que todos voc\u00eas j\u00e1 compreenderam coisas e cinco minutos depois aquilo escapou&#8230; \u00c9 parecido com o sonho, quando, uma vez no sonho, a gente aspira acordar e lembrar de tudo, mas cinco minutos depois aquilo come\u00e7ou a esfuma\u00e7ar a cor sumiu e n\u00e3o se sabe bem se estamos lembrando ou construindo aquilo. Esse \u00e9 o ponto. A realiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m, n\u00f3s podemos descortinar vis\u00f5es, clareza sobre as coisas, de repente aquilo se confunde e a gente n\u00e3o sabe o que houve. Ent\u00e3o, por isso existe uma etapa de estabiliza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 necess\u00e1ria. Precisamos estabilizar a vis\u00e3o, n\u00e3o basta acessar de maneira um pouco aleat\u00f3ria. Essa estabiliza\u00e7\u00e3o se completa quando a gente n\u00e3o perde mais, e esse n\u00e3o perder mais tem v\u00e1rias etapas.<br \/>\nA primeira etapa \u00e9 ligar, sempre que eu quiser; a segunda etapa \u00e9 n\u00e3o precisar mais desligar e a terceira etapa \u00e9 n\u00e3o se perder aquilo, mesmo enquanto sonhos desafiadores ou alguma morte etc. (eu n\u00e3o perco aquilo). Isso significa que ent\u00e3o essa realiza\u00e7\u00e3o ocorreu.<br \/>\nDepois disso, surge uma etapa de como agir no cotidiano com lucidez, utilizando meios h\u00e1beis para trazer benef\u00edcios aos seres, e, nesse caso, vem as cinco sabedorias, que est\u00e1 l\u00e1 adiante. E como se pegar uma coisa que est\u00e1 l\u00e1 adiante e transformar aquilo em uma coisa de sa\u00edda? A gente precisa contemplar esses aspectos. Isso n\u00e3o \u00e9 uma coisa simples. Cada uma das cinco sabedorias corresponde a um dos Budas, cada Buda tem uma mandala, tem um mantra para cada sabedoria, s\u00e3o complexos.<br \/>\nEnt\u00e3o, agora eu vou explicar qual \u00e9 o m\u00e9todo pelo qual n\u00f3s andamos r\u00e1pido. Se formos falar para as crian\u00e7as, elas n\u00e3o v\u00e3o entender nada, ent\u00e3o, de m\u00e9todo discursivo, nada! E o que \u00e9 que n\u00f3s vamos imaginar? N\u00f3s vamos imaginar assim: existe esse m\u00e9todo que \u00e9 Passar Pelas Costas, que \u00e9 um m\u00e9todo muito direto, muito eficiente. Pois eu acho impressionante uma crian\u00e7a de 3 anos falar japon\u00eas ou uma de 3 falar portugu\u00eas. E como isso \u00e9 poss\u00edvel? M\u00e9todo Pelas Costas! Pois essa crian\u00e7a n\u00e3o teve uma aula de portugu\u00eas, nada, ningu\u00e9m disse que ela iria come\u00e7ar a falar portugu\u00eas ou apresentou um dicion\u00e1rio a ela dizendo que ela iria usar. N\u00f3s n\u00e3o vamos fazer isso! Nenhuma palavra sobre o assunto. A gente simplesmente usa aquilo. Ent\u00e3o esse m\u00e9todo \u00e9 super poderoso. \u00c9 um m\u00e9todo de imers\u00e3o. Assim, desse modo, n\u00f3s configuramos a paisagem mental, onde as crian\u00e7as est\u00e3o operando e a partir de ent\u00e3o todas as coisas v\u00e3o surgindo como ornamento disso e aquilo e vai fluindo&#8230;<br \/>\nEm uma outra linguagem, a gente pode imaginar que isso \u00e9 o conjunto de cren\u00e7as que ficam em algum lugar que a gente n\u00e3o sabe qual \u00e9. Na vis\u00e3o budista, \u00e9 a paisagem da mente, ela vai se constituindo, e que essa paisagem seja a mandala de cada um dessas 5 deidades. Se n\u00e3o for, que fique parecida! Que pelo menos eles consigam esvoa\u00e7ar por ali por dentro de vez em quando. Se n\u00e3o for poss\u00edvel, que eles lembrem que pelo menos algu\u00e9m esvoa\u00e7ou por eles e que fique aquilo como se fosse uma ben\u00e7\u00e3o que mais adiante, assim como uma semente umedecida, eclode.<br \/>\nOs professores t\u00eam um pequeno problema, pois eles mesmos deveriam manifestar isso. \u00c9 simples. Assim de dez professores, se oito estiverem iluminados aquilo estar\u00e1 resolvido! (risos). O problema \u00e9 que os professores n\u00e3o est\u00e3o iluminados. Eles tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o entendendo bem! (risos) ent\u00e3o n\u00f3s consideramos que os professores tamb\u00e9m s\u00e3o alunos. Alunos da escola, s\u00e3o alunos do programa. Ent\u00e3o tem um programa de forma\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma coisa complexa. N\u00e3o s\u00f3 o problema de forma\u00e7\u00e3o de professores, a escola est\u00e1 imersa dentro da \u00e1rea onde todo mundo estuda isso, tendo uma linguagem em que esse conhecimento todo faz sentido. Assim, professores e alunos est\u00e3o imersos em uma linguagem, como se fosse uma \u00e1rea liberta-se (termo de Asterix e Obelix em que dentro do imp\u00e9rio romano sempre tem uma \u00e1rea liberta-se, de bandeira pr\u00f3pria), ou seja, tem uma linguagem que \u00e9 uma linguagem do Darma. Por\u00e9m dentro desse ambiente os seres tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o libertos. Nesse sentido a comunidade tamb\u00e9m \u00e9 aluna. Mas a\u00ed, a gente tem outros atores diante disso, como, por exemplo, os pais, ou os que vem de fora. Eles tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00eam essa estabiliza\u00e7\u00e3o, portanto todo mundo \u00e9 aluno.<br \/>\nMas a\u00ed  o que acontece? H\u00e1 um tipo de programa\u00e7\u00e3o para cada tipo de aluno. E todos de um modo geral v\u00e3o aprendendo, estudando e se movimentando dentro desse processo. Se isso \u00e9 alguma coisas realizada ou n\u00e3o, isso n\u00e3o \u00e9 o ponto. O ponto \u00e9 que nos precisamos usar a abordagem de Chenrezig.<br \/>\nA abordagem de Chenrezig \u00e9 assim: a gente vai encontrar as pessoas no lugar onde elas est\u00e3o. A gente n\u00e3o vai imaginar que a pessoa que vai est\u00e1 ali j\u00e1 tem que ter algum n\u00edvel. O processo deve ser h\u00e1bil o suficiente para pegar a pessoa onde ela est\u00e1 e lev\u00e1-la adiante. Isso \u00e9 Chenrezig, Aquele que Ouve os Sons do Mundo. Ent\u00e3o, em princ\u00edpio, se as pessoas est\u00e3o entendendo ou n\u00e3o est\u00e3o entendendo (onde as pessoas estiverem no processo) vamos peg\u00e1-las onde tiver. Faz parte de nossa compreens\u00e3o, do nosso m\u00e9todo, est\u00e1 dentro do imagin\u00e1rio dos professores (dentro do programa de forma\u00e7\u00e3o deles), tomar os pais, tomar as crian\u00e7as, tomar a comunidade e a\u00ed eles mesmos, onde eles estiverem. O mais importante para n\u00f3s \u00e9 que eles entrem dentro do processo e v\u00e3o levando.<\/p>\n<h3>Escola aberta para praticantes livres<\/h3>\n<p>Como estamos dentro de uma estrutura, as pessoas tendem pelos processos de encontros, mas elas aprendem, especialmente pelo conjunto do grupo. Ent\u00e3o, n\u00f3s vamos dialogando entre n\u00f3s, termina a linguagem filtrando e a\u00ed, no fim, n\u00f3s temos como que uma maturidade progressiva. Que \u00e9 o processo da Sanga. \u00c9 muito dif\u00edcil um n\u00famero muito grande de pessoas ultrapassar a m\u00e9dia do grupo, esse \u00e9 um racioc\u00ednio que eu fa\u00e7o tamb\u00e9m, no que diz respeito a nossa Sanga CEBB. Ent\u00e3o, isso que eu estou descrevendo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escola, funciona, do mesmo modo, em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio CEBB. Ou seja, quando as pessoas entram pela porta, ningu\u00e9m pede curriculum de coisa alguma, nem de l\u00edngua portuguesa. Esse \u00e9 um ponto interessante, porque, por exemplo, a Dion\u00edsea n\u00e3o sabe l\u00ea nem escrever. Se a gente tivesse esse crit\u00e9rio de aptid\u00e3o com a l\u00edngua portuguesa ela n\u00e3o poderia aprender, e ela est\u00e1 fazendo um trabalho maravilhoso, sendo analfabeta. E ela j\u00e1 tentou v\u00e1rios cursos de alfabetiza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o funcionou. Isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o seja inteligente. E esse \u00e9 um processo interessante, pois como que uma pessoa inteligente, n\u00e3o consegue aprender a ler e escrever? Pois s\u00e3o intelig\u00eancias diferentes, ela tem uma percep\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica, uma capacidade de lideran\u00e7a, uma pessoa muito interessante, capaz de observar a negatividade, girar \u00e0quilo e virar em uma outra dimens\u00e3o&#8230; Ela aprendeu v\u00e1rias coisas, mas ela n\u00e3o consegue ler&#8230; Isso significa o que? Que pegamos a pessoa do jeito que ela est\u00e1 e aquilo vai girando e a pessoa vai avan\u00e7ando, avan\u00e7ando no seu ritmo no seu jeito. Isso \u00e9 o processo do CEBB. O CEBB ent\u00e3o \u00e9 uma escola aberta de alunos livres. Eu fico com grande satisfa\u00e7\u00e3o, pois, para mim, a escola tem que ser aberta e de alunos livres.<br \/>\nEscola aberta significa o qu\u00ea? Que a pessoa entra na hora que quiser. De alunos livres significa o que? Eles n\u00e3o t\u00eam um compromisso, se quiser se levantar, falar mal, ir embora, podem se levantar, falar mal e ir embora. Por outro lado, se a pessoa quiser se engajar, se aprofundar naquilo, virar facilitadora e avan\u00e7ar ela tamb\u00e9m encontra formas. Se ela quiser trabalhar de forma n\u00e3o estruturada, ou seja, de forma aleat\u00f3ria, vindo de vez em quando, telefonar quando o namorado for embora, tiver uma crise, fazer contato s\u00f3 em momentos de crise&#8230; t\u00eam outros que se aproximam somente quando est\u00e3o bem, como se fosse uma tarefa a mais \u201ceu t\u00f4 bem, eu vou\u201d, \u201cquando minha vida se desorganiza eu vou cortar o sup\u00e9rfluo: medita\u00e7\u00e3o&#8230; (risos). Isso \u00e9 livre, porque a pessoa se aproxima quando quiser. Tem outros, campe\u00f5es do acostamento, que tem uma esposa, namorada que vai pelo centro das coisas fazendo tudo direitinho e ele vai pelo acostamento, acompanhando (risos). Esse pessoal do acostamento, inclusive, tenho visto pessoas maravilhosas. L\u00e1 em Recife tinha uma praticante perfeita e seu marido indo pelo acostamento, s\u00f3 que ele, para critic\u00e1-la, come\u00e7ou a estudar tudo (risos), ele tinha que puxar ela de volta. A pessoa de acostamento vai estudando para encontrar o furo e daqui a pouco est\u00e1 convertida!. (risos) e isso faz parte do nossos m\u00e9todo: esquecer algum livro em algum lugar, para o pessoal do acostamento! (risos)<br \/>\nEu tinha uma outra praticante tamb\u00e9m, em uma cidade que eu n\u00e3o vou nem mencionar, que era uma praticante perfeita e ele era apenas acostamento. Ela era t\u00e3o praticante que um dia ela falou: \u201ceu n\u00e3o posso mais viver com voc\u00ea, pois \u00e9 muita disparidade\u201d, ela entrou em retiro e foi viver em um centro budista. E ele se sentiu livre, foi embora para \u00cdndia, entrou em um mosteiro, est\u00e1 perto do Dali Lama e ela aqui! (risos) depois ela mesma disse: \u201cfui ultrapassada pelo acostamento\u201d. (risos)<br \/>\nEsse \u00e9  um bom m\u00e9todo, vai pelo acostamento, a pessoa n\u00e3o est\u00e1 dentro, nem entra, mas vai seguindo uma pessoa que est\u00e1. Na tradi\u00e7\u00e3o tibetana se diz que, por vezes, a pessoa entra em retiro tem uma atendente, que leva comida e arruma e resolve tudo&#8230; O atendente atinge a ilumina\u00e7\u00e3o e o ser do retiro n\u00e3o! (risos)<br \/>\nEnt\u00e3o, como se vai receber a pessoa? Se vai receber desse modo. E a pessoa pode se levantar a qualquer momento e ir embora. Quem chegar dentro de um processo ca\u00f3tico pode ficar ou ir.<br \/>\nMas, quando a pessoa est\u00e1 ali dentro, l\u00e1 para as tantas, a pessoa pode ser perguntar como posso fazer para andar mais r\u00e1pido? Quando surge essa pergunta \u00e9 porque tem uma motiva\u00e7\u00e3o: a pessoa entendeu aquilo, mas a pessoa quer queimar etapas, pois quer avan\u00e7ar. Ent\u00e3o a pessoa descobre que tem um programa estruturado. Quando a pessoa pergunta \u201ccomo posso fazer para andar mais r\u00e1pido?\u201d ela est\u00e1 disposta a direcionar um pouco seu esfor\u00e7o de forma regular, a\u00ed surge programa de forma\u00e7\u00e3o, que tem um tutor, tem algu\u00e9m para se queixar, algu\u00e9m para esclarecer coisas&#8230; que \u00e9 uma coisas muito boa, muito \u00fatil, pois \u00e9 muito dif\u00edcil a gente seguir sozinho, por exemplo, de repente a gente encontra alguma coisa, tem uma pequena realiza\u00e7\u00e3o, descobre o significado de uma certa coisa, aquilo d\u00e1 muita alegria, no primeiro momento, logo em seguida nos ficamos preocupados, d\u00e1 uma tristeza&#8230; Porqu\u00ea? Porque a gente sozinho ficou a tr\u00eas anos e meio nisso e \u201cs\u00f3 agora eu descobri!\u201d E isso \u00e9 pequeno&#8230; ou seja, eu levei muito tempo para descobrir isso sozinho! Assim se eu tiver umas dez realiza\u00e7\u00f5es dessas, nesse prazo, vai levar trinta e cinco anos! E dez etapas dessas n\u00e3o \u00e9 nada no caminho e em trinta e cinco anos pode ser o fim da minha vida! Agente tem uma certa sensa\u00e7\u00e3o de desconforto. E isso refor\u00e7a a sensa\u00e7\u00e3o de que se formos apoiados, e pularmos etapas, e aproveitarmos a experi\u00eancia dos outros e avan\u00e7ar isso \u00e9 uma boa coisa.<\/p>\n<h3>Um programa vivo de transforma\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Esse m\u00e9todo \u00e9 um m\u00e9todo interessante de forma\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o, por outro lado, n\u00e3o \u00e9 aula regular todo dia. \u00c9 um programa, no qual a pessoa pensa em que tempo ela poderia meditar, estudar e avan\u00e7ar. Ela pensa isso consigo, conversa com seu tutor e v\u00ea como aquilo seria poss\u00edvel. E o tutor ajuda ela a ultrapassar, fazer essas etapas. E ent\u00e3o esse m\u00e9todo, de acordo como a pessoa est\u00e1 andando pode transformar a pessoa em facilitador. Pois quando a gente come\u00e7a ajudar o outro, a gente avan\u00e7a muito r\u00e1pido. E o m\u00e9todo de facilitadores \u00e9 esse: a gente aproveita esse brilho, se ela tem essa aspira\u00e7\u00e3o em ajudar outra pessoa, ela aprende com muito mais cuidado do que ela precisa aprender, pois logo em seguida ela vai precisar usar aquilo junto do outro. E n\u00e3o s\u00f3 isso. Ela come\u00e7a a ser cobrada, pois os alunos viram professores dela, porque a pessoa est\u00e1 falando uma certa coisa, ela, no m\u00ednimo, vai ter que se comportar pelo menos naquela hora, daquele jeito! (risos)<br \/>\nEnt\u00e3o, a pessoa vai come\u00e7ar a perceber as contradi\u00e7\u00f5es do que ela estuda e do que ela vive. Essa experi\u00eancia de explicar para o outro vai gerar um numero crescente que vai cobrar da pessoa \u00e0quela realiza\u00e7\u00e3o e, quando o outro cobra, a pr\u00f3pria pessoa tamb\u00e9m se cobra e come\u00e7a a ver os obst\u00e1culos e com isso ela conversa com a facilitador que ajuda a outra a passar aquilo. E isso \u00e9 um processo que come\u00e7a a acelerar.<br \/>\nEsse programa todo, como tamb\u00e9m da escola, n\u00e3o um programa te\u00f3rico. Ele \u00e9  um programa de transforma\u00e7\u00e3o do olhar e da a\u00e7\u00e3o na nossa vida. Ele n\u00e3o vem pelo m\u00e9todo da disciplina. Ele vem pelo lado da realiza\u00e7\u00e3o. Pelo m\u00e9todo experimental. O tempo todo n\u00f3s vamos usar isso. Mesmo na escola dos pequenininhos. N\u00e3o vai cobrar do outro um comportamento que ele n\u00e3o tenha realiza\u00e7\u00e3o. Que ele v\u00e1 gerar uma face aparentemente realizada, mas que n\u00e3o tenha \u00e0quela compreens\u00e3o. Vai evitar isso, pois isso na realidade cria uma barreira, que impede a pr\u00f3pria pessoa e a n\u00f3s mesmos de observar nosso progresso verdadeiro. Ent\u00e3o, a gente tenta evitar qualquer marca desse tipo. Esse aspecto de agente n\u00e3o cobrar uma posi\u00e7\u00e3o que ele n\u00e3o tenha, a gente n\u00e3o aspira que ele gere uma forma pr\u00f3pria para ser aceito, isso \u00e9 essencialmente a abordagem de Chenrezig, que recebe cada pessoa do lugar onde ela est\u00e1. A flexibilidade deve vir do m\u00e9todo, do grupo, do tutor, do professor, do facilitador, ele que vai ter que ser flex\u00edvel e dar um jeito. Esse \u00e9 o processo do CEBB.<br \/>\nNo meio de tudo isso, dentro da estrutura do CEBB, surge a aspira\u00e7\u00e3o de n\u00f3s gerarmos tamb\u00e9m formas de a\u00e7\u00f5es no mundo que gerem recursos para a pessoa poder andar dentro do mundo, fazendo as coisas relativas ao Darma, por\u00e9m podendo ficar, podendo ter sua atividade sustentada dentro da estrutura convencional do mundo, para que ela possa seguir as coisas. Por exemplo, todos os praticantes poderiam ter uma profiss\u00e3o no mundo, e no tempo livre deles eles fazem as a\u00e7\u00f5es do Darma como podem. Ou, melhor que um emprego no mundo, eles teriam uma atividade do Darma que permita a eles alguma retribui\u00e7\u00e3o financeira que possam seguir nesse funcionamento. Ent\u00e3o a gente vai criando v\u00e1rios m\u00e9todos para gerar os recursos para as pessoas poderem seguir tamb\u00e9m.<br \/>\nEntre esses m\u00e9todos, surge o Instituto Caminho do Meio e a A\u00e7\u00e3o Darmata, tudo isso est\u00e1 \u201clinkado\u201d junto com a escola. E eu vou mostrando o link. Porque a escola precisa ter um horizonte aonde essas pessoas v\u00e3o tamb\u00e9m exercer as suas atividades mais adiante, caso contr\u00e1rio, n\u00f3s teremos uma contradi\u00e7\u00e3o, porque n\u00f3s chegamos a ponto em que teremos que afunilar para as pessoas galgarem profiss\u00f5es comuns. Ent\u00e3o, n\u00f3s n\u00e3o vamos fazer isso, n\u00f3s n\u00e3o vamos fazer esse \u201cgargalo\u201d desse modo. N\u00f3s estamos indo em uma dire\u00e7\u00e3o onde n\u00f3s tamb\u00e9m vamos gerar a forma em que as pessoas tamb\u00e9m possam gerar os m\u00e9ritos necess\u00e1rios que se traduzam como forma de sustenta\u00e7\u00e3o para andar no mundo. Ent\u00e3o, tem v\u00e1rios alunos que j\u00e1 t\u00eam essa aventura em curso, eles est\u00e3o migrando de um processo usual do samksara e v\u00e3o para um processo para dentro do Darma. O aspecto mais not\u00e1vel, mais vis\u00edvel disso, nesse momento \u00e9 esse programa que estamos fazendo atrav\u00e9s do Instituto do Caminho do Meio para assumir a gest\u00e3o de sa\u00fade do SUS da cidade de Via M\u00e3o-RS, que \u00e9 a cidade onde estamos estalados. Mas isso \u00e9 s\u00f3 a ponta de um processo que vai nos permitir muitos diferentes tipos de a\u00e7\u00e3o. Por exemplo, n\u00f3s podemos gerir esse processo porque a gente aspira fazer uma mudan\u00e7a profunda e trabalhar como bodhisattvas dentro do programa de sa\u00fade. \u00c9 utilizar uma motiva\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 ganhar um dinheiro, mas, efetivamente ajudar as pessoas.<br \/>\nO canal de sa\u00fade \u00e9 muito interessante. N\u00f3s entramos pela sa\u00fade em um sentido de cura, de medicina, mas o nosso objetivo&#8230; N\u00f3s j\u00e1 temos agora, para compensar isso, estamos ampliando nosso espectro nesse final de ano (de 28 de dezembro a 1\u00ba de janeiro) n\u00f3s vamos ter um encontro, como a gente sempre faz todos os anos, de um programa que vai trata da promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e n\u00e3o da cura das doen\u00e7as. A gente vai usar uma outra perspectiva. J\u00e1 nem \u00e9 medicina preventiva, a gente n\u00e3o vai pensar: para prevenir dores nas costas, fa\u00e7a isso, para inflama\u00e7\u00f5es, fa\u00e7a isso&#8230;<br \/>\nN\u00e3o \u00e9  isso, n\u00e3o \u00e9 focado na doen\u00e7a, no sintoma. Mas n\u00f3s vamos olhar como melhorar a energia, como melhorar a sa\u00fade, como encontrar os fatores b\u00e1sicos que prolongam a vida, que d\u00e3o brilho, que d\u00e3o satisfa\u00e7\u00e3o, alegria para as pessoas.<br \/>\nIsso na categoria dos ensinamentos budista est\u00e1 segundo o t\u00edtulo de Promo\u00e7\u00e3o da Vida Humana Preciosa. Por qu\u00ea? Por que todos n\u00f3s temos uma vida humana preciosa e \u00e9 bom que a gente possa us\u00e1-la. D\u00e1 muito trabalho para a gente chegar no ponto que est\u00e1. N\u00f3s precisamos cuidar dessa vida humana, porque ela \u00e9 o instrumento de nossas pr\u00e1ticas. E \u00e9 o instrumento para gente chegar a lucidez! Ent\u00e3o, vamos aproveitar essa vida como ela est\u00e1 e melhorar. Ent\u00e3o, essa promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade \u00e9 \u00fatil e n\u00f3s estamos trazendo muitos diferentes especialistas nessas coisas que sabem como promover a sa\u00fade, dentre eles um m\u00e9dico chamado Roberto Gonz\u00e1les, que tem um livro publicado chamado Lugar de M\u00e9dico \u00e9 na Cozinha. Isso \u00e9 muito interessante, pois remete a uma perspectiva Zen, pois aquele que cuida da cozinha em um mosteiro Zen \u00e9 \u00e0quele que cuida da sa\u00fade das pessoas.<br \/>\nA nossa id\u00e9ia \u00e9 lan\u00e7ar um programa que inclua outras tradi\u00e7\u00f5es religiosas. Ent\u00e3o se a gente lan\u00e7asse uma id\u00e9ia tipo Terra Pura. Pois, por que \u00e9 que n\u00e3o podemos imaginar que teremos um estilo de vida mais saud\u00e1vel, pelo menos no distrito de Via M\u00e3o? Fazer um laborat\u00f3rio ali. Como \u00e9 que n\u00f3s vamos sonhar para nossa sa\u00fade melhorar? Isso est\u00e1 casado com a administra\u00e7\u00e3o do programa de sa\u00fade do SUS, pois reduz o trabalho dos postos. Um programa alimenta o outro. Pois, se a gente cria alguma coisa dentro disso, as pessoas que est\u00e3o ali mais ou menos podem agora n\u00e3o s\u00f3 curar como promover sa\u00fade e n\u00e3o embarcar mais em situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis. Assim n\u00f3s aliviamos o sistema de sa\u00fade por que, essencialmente, o sistema de sa\u00fade ir\u00e1 acolher pessoas que est\u00e3o fazendo coisas equivocadas. N\u00e3o \u00e9 algu\u00e9m que foi atingido fortuitamente. \u00c9 que a pessoa n\u00e3o est\u00e1 sabendo com fazer a sua vida para ter sa\u00fade, para manter a sa\u00fade. Ent\u00e3o, n\u00f3s evitamos muitos erros, muitos procedimentos equivocados que terminando dependentes do sistema usual que nos deixa dependente de alguma subst\u00e2ncia qu\u00edmica. Ele est\u00e1 desenhado para isso. Como se a gente n\u00e3o pudesse mudar os nossos h\u00e1bitos, ent\u00e3o desenvolvemos sintomas e agora tome essas drogas que compensam os sintomas e causam outros sintomas.<br \/>\nDentro de uma vis\u00e3o industrial, a ind\u00fastria qu\u00edmica precisa de pacientes cr\u00f4nicos. N\u00e3o se quer cura, quer um paciente cr\u00f4nico, com uma doen\u00e7a estabilizada. A\u00ed, quando se olha dessa \u00f3tima, todo mundo pensa que o paciente \u00e9 um tabarel! (risos) Ele n\u00e3o \u00e9 capaz de nada. N\u00e3o \u00e9 capaz de ser agente de sua pr\u00f3pria sa\u00fade. Isso, secretamente, foi encaminhado por Maitreya. Maitreya estava passeando em um disco voador (risos) \u2013 isso \u00e9 assunto para o Alto Para\u00edso!<\/p>\n<h3>A vis\u00e3o de Maitreya<\/h3>\n<p>Maitreya diz que&#8230; (quando os ensinamentos do Buda Sakyamuni entrarem em decrepitude, o Buda seguinte ser\u00e1 o Maitreya). E, na previs\u00e3o de Maitreya, ele vem ao mundo bonit\u00e3o! (risos) e as pessoas perguntam: como voc\u00ea faz para ter um corpo t\u00e3o bonito? Ele responde: arroz integral, espinafre, suco verde \u00e9 isso&#8230; (risos) e ele dar\u00e1 os ensinamentos budista a partir desse ponto.<br \/>\nAssim a Preserva\u00e7\u00e3o da Vida Humana Preciosa \u00e9 o in\u00edcio de um caminho, no qual n\u00f3s entendemos o que a gente precisaria fazer e agente se defronta com as resist\u00eancias internas, com a nossa pr\u00f3pria estrutura de Karma.<br \/>\nEnt\u00e3o, descobre-se que n\u00f3s temos uma estrutura interna e profunda que atua j\u00e1 nos intestinos, nos lugares mais profundos de nossa psique! (risos)<br \/>\nOutro dia eu ouvi uma informa\u00e7\u00e3o muito interessante e que provavelmente \u00e9  verdadeira: voc\u00eas j\u00e1 viram aquele estudo que diz que o n\u00famero de c\u00e9lulas n\u00e3o-humanas supera o n\u00famero de c\u00e9lulas humanas. E outro dia eu ouvi uma reflex\u00e3o interessante: j\u00e1 vi as pessoas comentarem que parte de nossas emo\u00e7\u00f5es brotam das a\u00e7\u00f5es das c\u00e9lulas n\u00e3o-humana dentro de n\u00f3s, por exemplo, aquilo que a gente tem compuls\u00e3o a comer ou a rejeitar est\u00e1 ligado a essa flora ou fauna interna. Por exemplo, j\u00e1 sabemos tamb\u00e9m, o tipo de ser n\u00e3o humano que nos habita depende do que n\u00f3s comemos. E ele tamb\u00e9m t\u00eam car\u00eancia e exercem sinais sobre o nosso corpo, que n\u00f3s entendemos como sinais de car\u00eancia nosso, mas estamos sob o efeito daqueles alien\u00edgenas! (risos)<br \/>\nMas a\u00ed, eu estou s\u00f3 transitando por dentro dessa no\u00e7\u00e3o de Maitreya, n\u00f3s estamos nos aproximando do tempo de Maitreya. E eu comentei o tempo de Maitreya, pois est\u00e1vamos comentando a sa\u00fade. E estamos em uma \u00e9poca em que as pessoas come\u00e7am a se cuidar. Isso pode ser um bom tempo. A gente pode usar essa motiva\u00e7\u00e3o como uma motiva\u00e7\u00e3o para o caminho. Ent\u00e3o quando a gente pensa que uma pessoa pode promover a sa\u00fade, isso tem conex\u00e3o com a vis\u00e3o de Maitreya e as pessoas podem estar melhor, mais saud\u00e1veis, mais vivas, ter uma vida mais longa e aproveitar aquilo bem para atingir a libera\u00e7\u00e3o. E as contradi\u00e7\u00f5es entre seus impulsos k\u00e1rmicos e o que elas deveriam fazer fica expl\u00edcito e elas v\u00e3o entendem o funcionamento da pr\u00f3pria mente e v\u00e3o ultrapassando os obst\u00e1culos, que s\u00e3o, aparentemente, comuns e simples, mas, na realidade, s\u00e3o obst\u00e1culos profundos, elas terminam encontrando a natureza primordial l\u00e1 no fundo.<br \/>\nEu introduzi a quest\u00e3o da sa\u00fade porque eu estava tomando como exemplo da a\u00e7\u00e3o no mundo gerando m\u00e9ritos, ou seja, ajudando as pessoas e a gente termina encontrando recursos para se manter dentro de uma estrutura de um mundo artificial, que \u00e9 o samsara. A gente encontra os m\u00e9ritos para viver dentro disso, seguindo com a atividade principal de trazer benef\u00edcios aos outros. E isso trouxe como exemplo do pr\u00f3prio processo de forma\u00e7\u00e3o.<br \/>\nCuriosamente, isso pode soar como \u201cisso \u00e9 estranho\u201d. Estranho \u00e9 o Estado S\u00e3o Paulo fotografando o Lama imaginando que o Lama entende de economia (risos), s\u00f3 porque ontem eu estava dando uma palestra que dizia: ainda que a compreens\u00e3o do n\u00facleo seja completa, os meios h\u00e1beis aumentam sempre. Ou seja, o pr\u00f3prio m\u00e9todo pode ir se refinando, se ampliando o tempo todo e \u00e9 assim&#8230;<br \/>\nOutra forma de entender isso \u00e9 que o samsara vai se tornando mais complexo, o tempo todo. Logo, os meios para alcan\u00e7ar as novas complexidades do samsara t\u00eam que ampliar. Voc\u00eas olhem assim: no tempo do Buda n\u00e3o havia ci\u00eancia, n\u00e3o havia psicologia, n\u00e3o tinha m\u00e1quina de guerra, n\u00e3o tinha doutrina econ\u00f4mica, n\u00e3o tinha sociedade industrial, n\u00e3o tinha multiplicidade de religi\u00f5es, n\u00e3o tinha medicina como n\u00f3s conhecemos, n\u00e3o tinha ind\u00fastria qu\u00edmica, n\u00e3o tinha microsc\u00f3pio, telesc\u00f3pio, nave espacial, n\u00e3o tinha transplante de \u00f3rg\u00e3os, n\u00e3o tinha insemina\u00e7\u00e3o artificial, n\u00e3o tinha controle de natalidade&#8230; Tudo isso s\u00e3o quest\u00f5es que t\u00eam conex\u00e3o direta como desafio da vis\u00e3o espiritual, da vis\u00e3o religiosa. Ent\u00e3o como a tradi\u00e7\u00e3o budista ou a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 v\u00eaem a possibilidade do aborto? Da insemina\u00e7\u00e3o artificial? \u00c9 filho de quem? Ou por exemplo gravidez m\u00faltipla por insemina\u00e7\u00e3o artificial, o que fazer com os embri\u00f5es m\u00faltiplos que foram fertilizados? Alguns embri\u00f5es viram pessoas e os outros? Eles j\u00e1 est\u00e3o encarnados? Eles v\u00e3o morrer?<br \/>\nSurgem muitas quest\u00f5es novas! A ci\u00eancia, a matem\u00e1tica, prevendo coisas e calculando coisas&#8230; no passado n\u00e3o tinha fotografia de sat\u00e9lite que visse a Terra, n\u00e3o tinha a no\u00e7\u00e3o de planeta girando dentro de um cosmo, n\u00e3o tinha no\u00e7\u00e3o da biosfera. Complexo! Ent\u00e3o, o Darma, o ensinamento religioso tem que aumentar, tem que se ampliar sempre! \u00c9 necess\u00e1rio estudar esses processos, incorporar isso dentro de uma vis\u00e3o mais profunda. Essa \u00e9 uma tarefa de cada gera\u00e7\u00e3o, por quer isso \u00e9 um processo infind\u00e1vel.<\/p>\n<h3>A import\u00e2ncia da realiza\u00e7\u00e3o direta pela medita\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>No budismo Tibetano se diz que o cora\u00e7\u00e3o \u00e9 a mente. Ent\u00e3o h\u00e1 muitos ensinamentos novos que desafiam as culturas tradicionais. Assim, os ensinamentos tradicionais n\u00e3o podem depender da forma do ensinamento. Eles t\u00eam que depender da idealiza\u00e7\u00e3o do meditante.<br \/>\n\u00c9 assim que acontece. O budismo depende da realiza\u00e7\u00e3o do meditante. E todos os ensinamentos v\u00e3o mudando, v\u00e3o se interpretando e v\u00e3o seguindo. A gente est\u00e1 nesse tempo maravilhoso.<br \/>\nMas a gente precisa de um processo para que isso aconte\u00e7a. Por isso, esse processo \u00e9  um processo que quando a gente chega ao final se re-conecta de novo e vai revisitando todos os ensinamentos e vai passando por aquilo tudo e vai se tornando cada vez mais vivo. E quando isso termina?<br \/>\nIsso termina quando a realiza\u00e7\u00e3o se d\u00e1 e h\u00e1 uma dissolu\u00e7\u00e3o do samsara enquanto processo de ilus\u00e3o. A\u00ed, n\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1rio um m\u00e9todo para dissolu\u00e7\u00e3o da ilus\u00e3o. Pois a ilus\u00e3o cessou. A\u00ed, h\u00e1 uma libera\u00e7\u00e3o. Isso corresponde a Darmamega, que \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o do Buda atual.<br \/>\nO Buda atual n\u00e3o \u00e9 mais um Tathagata, ele n\u00e3o tem mais a necessidade de estar no mundo, falando para as pessoas e conectando a experi\u00eancia comum delas com a experi\u00eancia de libera\u00e7\u00e3o o tempo todo. N\u00e3o precisa mais fazer isso. Ele est\u00e1 em uma condi\u00e7\u00e3o que irradia, como se ele estivesse por tr\u00e1s dos Cinco Dhyani Budas, ele irradia a energia que aciona a lucidez que as pessoas v\u00e3o utilizar. Ele n\u00e3o \u00e9 mais a forma expl\u00edcita da sabedoria, mas ele \u00e9 o Lung da energia que sustenta a mente de sabedoria. Ele opera desse modo. Ele n\u00e3o opera com uma pessoa ou outra, ele opera como a luz do Sol que irradia e ilumina a todos e est\u00e1 dispon\u00edvel. Ele opera como a compaix\u00e3o, quando a pessoa manifesta compaix\u00e3o ela nunca gasta toda compaix\u00e3o. \u00c9 como a Luz do Sol mesmo, pois a gente pega a Luz do Sol quantas vezes a gente queira, mas ela n\u00e3o enfraquece em outra localidade. E todas as qualidades est\u00e3o constantemente dispon\u00edveis.<br \/>\nO Darmamega \u00e9  essa dimens\u00e3o ampla dos Budas irradiando as sabedorias em benef\u00edcios dos seres. E isso est\u00e1 dentro do programa de forma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m, de acessar e perceber essa energia como viva. Isso \u00e9 muito \u00fatil (quando voc\u00eas forem meditar, procurem meditar dentro da mandala e n\u00e3o do lado de fora. N\u00e3o meditem como se voc\u00eas fossem chegar a algum lugar&#8230; Meditem como se voc\u00ea j\u00e1 estivessem l\u00e1 dentro. Voc\u00eas e o Buda. Vejam essa energia aparecer, esse brilho do olho aparecer. Quando voc\u00eas estiverem com esse brilho no olho, a\u00ed medita. A medita\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais produtiva. As vezes se treina a medita\u00e7\u00e3o como se estiv\u00e9ssemos treinando muscula\u00e7\u00e3o, ou seja, Treinando para alguma coisas que vai acontecer depois. Melhor \u00e9 fazer medita\u00e7\u00e3o como aquilo que j\u00e1 est\u00e1 acontecendo).<\/p>\n<h3>Cor azul: sabedoria do espelho<\/h3>\n<p>Ent\u00e3o, nesse programa podemos estar em qualquer ponto. Curiosamente, as crian\u00e7as est\u00e3o chegando \u00e0 escola no primeiro dia&#8230; No primeiro dia da escola: Buda Akshobia! Por qu\u00ea? Pelo seguinte, quando n\u00f3s usamos o Buda Akshobia, qual \u00e9 a qualidade que os professores t\u00eam que ter para receber as crian\u00e7as e pais? Ao receber os pais, tem que entender os pais e as crian\u00e7as no mundo delas. Pois se n\u00e3o entende as crian\u00e7as no mundo delas, como se vai poder acolh\u00ea-las, pois eles chegam \u00e0 escola com uma mente estranha, cada um chegar de um jeito. N\u00e3o podemos imaginar que a crian\u00e7a \u00e9 que vai olhar para n\u00f3s e exigir uma certa compreens\u00e3o deles. Eles chegam como eles chegam! Os professores t\u00eam que manifestar isso. Isso \u00e9 a base do acolhimento. Assim, que tem a sabedoria do espelho, acolhe. Pois \u00e9 entender o outro no mundo deles, entender os pais no mundo deles.<br \/>\nQual \u00e9  a exig\u00eancia, qual \u00e9 a prova, qual \u00e9 a demanda que ir\u00e1  recair sobre os pr\u00f3prios alunos que s\u00e3o os pais? Os pais tamb\u00e9m s\u00e3o alunos, tamb\u00e9m olham para os professores no mundo deles, olhar para escola, no mundo da escola e as crian\u00e7as no mundo das crian\u00e7as. Qual \u00e9 a exig\u00eancia, qual \u00e9 a tens\u00e3o que vai ocorrer sobre as crian\u00e7as? De entender os professores, no mundo dos professores; os coleguinhas, no mundo dos coleguinhas; os pais, no mundo dos pais. Se eles v\u00e3o entender isso ou n\u00e3o, \u00e9 um outro assunto, mas todas as tens\u00f5es vir\u00e3o disso. A li\u00e7\u00e3o est\u00e1 ali montada. Se as crian\u00e7as forem capazes de olharem uns aos outros, com esse olho de compreens\u00e3o: maravilhoso! E o que o professor ir\u00e1 fazer quando estiver acolhendo todos? Ajudando-lhes a se entenderem.<br \/>\nEnt\u00e3o n\u00f3s temos os dois primeiros meses para acolhimento. Curiosamente, essa \u00e9  a mec\u00e2nica, \u00e9 um movimento que ocorre naturalmente, por que \u00e9  o inicio do ano. Ent\u00e3o se a gente tem a sabedoria do espelho ou n\u00e3o  tem, n\u00f3s seremos exigidos a partir disso. Os professores j\u00e1 t\u00eam, no m\u00ednimo, a teoria, pois j\u00e1 teve reuni\u00f5es pr\u00e9vias, j\u00e1 conversou sobre isso, j\u00e1 conhece as cinco sabedorias, j\u00e1 testaram isso na vida deles de algum modo, eles est\u00e3o andando. A palavra b\u00e1sica \u00e9 acolhimento, acolhimento dos coleguinhas (como a gente ajuda os coleguinha a se acolherem?), tentando entender aquilo no mundo deles.<br \/>\nEles caminham pelos lugares entendendo os bichinhos, as pessoas da comunidade, v\u00e3o olhando o que \u00e9 que um est\u00e1 fazendo, e v\u00e3o entendendo os v\u00e1rios contextos. Criando uma mente que v\u00e1 compreendendo as pessoas no mundo delas. O que \u00e9 muito \u00fatil. Por exemplo, se voc\u00eas s\u00e3o funcion\u00e1rios de alguma coisa, as pessoas est\u00e3o trabalhando em algum lugar ou dentro de nosso programa de gest\u00e3o de sa\u00fade de Via M\u00e3o, uma qualidade muito importante para qualquer pessoa que est\u00e1 agindo entro de outras pessoas \u00e9 a capacidade de acolher, entender o outro no mundo dele.<br \/>\nUm m\u00e9dico dentro de um programa de sa\u00fade, ele tem que olhar para a paciente que chega e acolh\u00ea-la, entend\u00ea-lo no mundo dele. A exig\u00eancia da escola, a exig\u00eancia da crian\u00e7a, a exig\u00eancia do m\u00e9dico \u00e9 a mesma coisa. A barreira \u00e9 a mesma, o obst\u00e1culo \u00e9 o mesmo. Pode ser que o m\u00e9dico n\u00e3o tenha essa facilidade, ele nunca aprendeu sobre isso, nunca ouviu falar sobre as cinco sabedorias, ele vai se desgastar! Porque, ele encontrar\u00e1 as pessoas em situa\u00e7\u00e3o grosseira, agressiva. E as pessoas v\u00e3o olhar para o m\u00e9dico e ach\u00e1-lo agressivo, pois ele, no mundo dele, esse m\u00e9dico tem que atender 30 pessoas em duas horas ent\u00e3o ele tem que se r\u00e1pido.<br \/>\nEnt\u00e3o, a gente precisa entender os contextos. Isso \u00e9 Buda Akshobia, isso \u00e9  a sabedoria do espelho. Namorados e namoradas tamb\u00e9m se aplicam a sabedoria do espelho. Pois uma coisa muito comum dentro do samsara, do mundo usual, que a gente nem percebe, \u00e9 a gente olhar para pessoa como instrumento de nossa pr\u00f3pria estrutura mental, como quem anda em um supermercado, um shopping, olhando as vitrines. Ela vai olhando e pensando \u201cisso me interessa\u201d \u201cisso n\u00e3o me interessa\u201d ou \u201cisso n\u00e3o me interessa mais\u201d&#8230; \u00e9 um processo de imperman\u00eancia com os objetos. Assim, com as pessoas pode acontecer isso tamb\u00e9m! N\u00f3s olhamos as pessoas de forma utilit\u00e1ria. Muito dif\u00edcil at\u00e9 mesmo se dar conta disso. \u00c9 como uma pessoa que torce agora pelo Corinthians e ela olha os torcedores do Palmeiras com uma cara estranha e os torcedores do Palmeiras olham para os do Corinthians com uma risadinha. (risos) ou seja, a pessoa olha para o outro como instrumento do seu mundo. N\u00f3s temos um olho utilit\u00e1rio. Esse olho utilit\u00e1rio n\u00e3o serve nem para namorar&#8230;<br \/>\nVou dar um dica para voc\u00eas: voc\u00eas olhem o outro ser no mundo deles. Pois se cada um olha para o outro como instrumento de seu mundo e o outro olha da mesma forma, aquilo n\u00e3o vai dar certo, pois vai funcionar como um acordo comercial e em pouco tempo se acaba.<br \/>\nSe voc\u00ea  entrar em uma empresa, dotado das cinco sabedorias, peguem o cargo mais baixo, pois voc\u00eas v\u00e3o subir logo. Pois voc\u00eas olham para os outros no mundo dos outros e logo em seguida voc\u00eas v\u00e3o ver o obst\u00e1culo que os outros est\u00e3o passando e brotam em voc\u00eas o Lung de compaix\u00e3o e v\u00e3o ajudar o outro, daqui a pouco voc\u00eas est\u00e3o chefes da se\u00e7\u00e3o, pois quem cuida de todo mundo \u00e9 o chefe da se\u00e7\u00e3o! (risos). Pois \u00e0quele que olha protegendo os outros, naturalmente sobe.<br \/>\nEsse \u00e9  o m\u00e9todo que n\u00f3s estamos utilizando. Que \u00e9 o m\u00e9todo pelas costas. Ele \u00e9 pelas costas, mas pode ser expl\u00edcito, \u00e9 tudo junto. Por exemplo, para os professores que est\u00e3o estudando isso \u00e9 explicito, pois eles est\u00e3o entendendo o processo. Por\u00e9m eles n\u00e3o v\u00e3o chegar para as crian\u00e7as e colocar isso, mas eles v\u00e3o colocar algumas chaves de mente e dizer \u201colhe o teu amiguinho\u201d, \u201colhe o que ele est\u00e1 pensando\u201d, \u201ccom voc\u00ea se sente nisso?\u201d e ajuda as crian\u00e7as a isso. Esse di\u00e1logos eu tenho visto na escola. Por exemplo, a pessoa faz alguma coisa negativa e em vez de culp\u00e1-lo, o professor ir\u00e1 perguntar \u201ccomo seu amigo est\u00e1 se sentindo agora?\u201d e \u201ccomo \u00e9 que voc\u00ea vai consertar isso agora?\u201d. E a gente ajuda-o a consertar aquilo. Agente n\u00e3o diz: \u201cvoc\u00ea \u00e9 um monstro\u201d.<br \/>\nDentro desse m\u00e9todo, n\u00f3s podemos acolher crian\u00e7as que vieram da comunidade ao redor em situa\u00e7\u00e3o de risco. Por exemplo, o pai se suicidou, a m\u00e3e trabalha o tempo todo fora, a crian\u00e7a \u00e9 muito pobre, nem falavam direito, pois n\u00e3o se tinha um adulto para orient\u00e1-lo&#8230; a escola acolheu e ele est\u00e1 muito bem.<br \/>\nA escola promove agora um programa de ado\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o \u00e9 propriamente ado\u00e7\u00e3o, mas, uma esp\u00e9cie de tutoria, em que pessoas da comunidade ajudam com materiais, se interessam por eles, v\u00ea como eles est\u00e3o fora dos hor\u00e1rios de aula e v\u00e3o acompanhando a vida deles. A escola pode fazer muita coisa, mas as pessoas ao redor tamb\u00e9m. Eles est\u00e3o felizes agora. \u00c9 bonito de ver o grupo terminar acolhendo o outro do jeito que ele \u00e9. Isso \u00e9 Cherezing, \u00e9 aceitar cada um como \u00e9, sem culpa, sem julgamento, estabelecendo rela\u00e7\u00e3o como \u00e9 poss\u00edvel.<br \/>\nMuito deles s\u00e3o agressivos, pois vivem dentro de uma linguagem de agress\u00e3o. Eles tamb\u00e9m v\u00e3o acalmando e isso vai passando. E, para os outros n\u00e3o agressivos, tamb\u00e9m \u00e9 um desafio, pois t\u00eam que aprender como lidar em um contexto agressivo. E aquilo vai passando, os professores v\u00e3o ajudando, vai se dissolvendo e vai se arrumando, sem culpa e sem castigo. Aquilo para o professor \u00e9 muito interessante, pois ele entra no mundo do agressivo, entra no mundo do que tem medo e vai ajudando aquilo tudo a se arrumar. Qual \u00e9 o foco principal do professor? \u00c9 a psicologia budista. N\u00e3o \u00e9 propriamente um professor, no sentido de que ele est\u00e1 ensinando alguma coisa, dando aula&#8230; ele est\u00e1 conduzindo atividades e assimilando comportamentos o tempo todo. Vai propiciando experi\u00eancias e vai melhorando o comportamento. O professor, durante um longo tempo, se n\u00e3o o tempo todo, ser\u00e1 isso. Isso serve para qualquer idade, mesmo na faculdade, pois o conte\u00fado o aluno pode aprender. O que o professor ir\u00e1 fazer \u00e9 coloc\u00e1-lo na posi\u00e7\u00e3o de aprender. E para isso ele precisa compreender a mente do outro.<br \/>\nNa \u00e9poca que eu estava na faculdade, dando aula, eu usava um m\u00e9todo assim tamb\u00e9m. Eu usava um m\u00e9todo em que eu tinha inteira\u00e7\u00e3o com todos os alunos. Encontrei um jeito de falar com cada um, mesmo com turmas maiores. Falava um por um. E minha avalia\u00e7\u00e3o era parte dessa entrevista e parte da prova escrita. Ent\u00e3o eu dava temas de trabalho extensos e eu olhava como eles tinham avan\u00e7ado naquilo em grupos de cinco. E isso equivalia a uma retrospectiva da toda a mat\u00e9ria. Eu fazia isso antes da prova escrita, porque eles j\u00e1 mostravam um pouquinho o que iam fazer e eu repassava o conte\u00fado antes da prova escrita. E eu ali podia ver onde estavam os obst\u00e1culos deles.<br \/>\nNaquele tempo, na f\u00edsica, os professores iam classificando os alunos em \u201cesse aluno \u00e9 bom\u201d \u201cesse n\u00e3o \u00e9\u201d. E eu fui olhando aqueles alunos que eram ruins e eles n\u00e3o eram ruins, eles eram os alunos, eventualmente mais profundos, por que eles olhavam alguma coisa de forma muito mais complexa, eles levavam mais tempo para desenrolar alguma coisa. Em alguns desses alunos eu vi dois casos que descobriram falhas no livro, pois eram alunos profundos, complexos, eles viam detalhes naquilo. Dentro do livro havia um problema que n\u00e3o era para ter uma solu\u00e7\u00e3o sob certa perspectiva, mas o aluno encontrou a solu\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel. Seria interessante investigar a mente do aluno para ver como ele est\u00e1 andando e com turmas menores \u00e9 mais f\u00e1cil.<\/p>\n<h3>Cor amarela: sabedoria da igualdade<\/h3>\n<p>Assim se a gente entende as v\u00e1rias formas de vis\u00e3o fica mais f\u00e1cil de beneficiar os outros. E a\u00ed surge o Buda Ratnasambava. Muito importante esse foco! Seria 2 meses de acolhimento e agora 2 meses do Buda Ratnasambava.<br \/>\nO Buda Ratnasambava seria n\u00e3o s\u00f3 a capacidade de entender o outro, como de se alegrar para propiciar uma coisa positiva para o outro. Por exemplo, ao final de dois meses, os professores olham para os pais que se alegram pelo que est\u00e1 acontecendo com as crian\u00e7as. Eles olham para as crian\u00e7as e se alegram pelo que est\u00e3o vendo nas crian\u00e7as. Esse sentimento de alegria \u00e9 o Buda Ratnasambava. As crian\u00e7as se alegram em brincar umas comas outras. Quando observamos pelas costas, n\u00f3s ajudamos a que o outro tamb\u00e9m desenvolva essa alegria. Esse \u00e9 o m\u00e9todo pelas costas, que \u00e9 um m\u00e9todo direto, a gente vai manifestando isso e o outro manifesta tamb\u00e9m.<br \/>\nIsso n\u00e3o quer dizer que a escola inteira fa\u00e7a isso. Mas tem um ritmo que convida a esse movimento.<br \/>\nO Ratnasambava \u00e9 a sabedoria da igualdade, o que acontece com o outro \u00e9  bom para n\u00f3s. Essa atitude \u00e9 uma boa atitude. Esse \u00e9 um m\u00e9todo que conduz a felicidade, este \u00e9 o Buda da felicidade. Observem o racioc\u00ednio: quando, dentro do samsara, de um modo geral, a gente se alegra quando acontece alguma coisa boa para n\u00f3s. Mas, olhe s\u00f3, se agente come\u00e7asse a se alegrar com coisas boas que acontecem com todo mundo ao redor, ter\u00edamos muito mais raz\u00e3o para se alegrar do que quando estiv\u00e9ssemos olhando s\u00f3 para n\u00f3s.<br \/>\nPor exemplo: Eu n\u00e3o olho para ningu\u00e9m e n\u00e3o me alegro, quando olho para mim, me entriste\u00e7o mesmo! (risos) O que \u00e9 a depress\u00e3o? \u00c9 a falta de Ratnasambava na mesa! (risos)<br \/>\nUma pessoa que est\u00e1 cuidando dos outros e fica feliz com o progresso ela se torna uma pessoa feliz. O Buda Ratnasambava olha para os outros seres, v\u00ea  as coisas positivas e se alegra com as coisas positivas. Rela\u00e7\u00e3o de namoro, se n\u00e3o tiver Buda Ratnasambava \u00e9 perda de tempo. Pois se tem que ser aliado do outro que cresce.<br \/>\nO Buda Ratnasambava \u00e9 a essencial da humanidade. O que \u00e9 muito forte. O Buda Ratnasambava \u00e9 mais forte que o sistema econ\u00f4mico. Outro dia eu estava brincando, pois o Dalai Lama diz que o mundo n\u00e3o \u00e9 r\u00edgido pelo processo econ\u00f4mico. Por que? N\u00f3s todos estamos aqui, com a cara que a gente tem porque papai e mam\u00e3e investiram fundo perdido em n\u00f3s, ou seja, pensamento n\u00e3o-econ\u00f4mico. Eventualmente, perdido mesmo (risos). A\u00ed, a gente pensa assim: \u201ce n\u00f3s?\u201d \u201cn\u00f3s estamos trabalhando, para investir em fundo perdido de nossos filhos, de nossos parentes, de pessoas pr\u00f3ximas.\u201d Ent\u00e3o, a essencia do funcionamento econ\u00f4mico vem se uma vis\u00e3o n\u00e3o-econ\u00f4mica. Onde n\u00f3s trabalhamos para exercer a\u00e7\u00f5es n\u00e3o-econ\u00f4micas, pois se a gente n\u00e3o pudesse fazer isso, a gente n\u00e3o trabalhava.<br \/>\nA ess\u00eancia disso \u00e9 Ratnasambava, pois n\u00f3s trabalhamos para os outros. A\u00ed, tira os filhos, tira a esposa, tira a fam\u00edlia, vai trabalhar para que? Vai comprar casa na praia para que? Vai comprar carro para que? No m\u00e1ximo vou comprar isso para, no m\u00ednimo, arrumar uma namorada depois. (risos)<br \/>\nN\u00f3s somos regidos por isso. O Ratnasambava, que d\u00e1 sentido a vida, \u00e9 a gente poder proteger uns aos outros. E, agente protegendo uns aos outros, quando agente olha para o outro que estamos protegendo, n\u00f3s nos alegramos. Da\u00ed vem a felicidade. Se a gente ficar muito auto-centrado, j\u00e1 n\u00e3o consigo olhar para os outros, quando olho, olho atrav\u00e9s de um processo de utilidade, se n\u00e3o vejo utilidade, nem olho. Quando eu preciso de alguma coisa eu ponho o anuncio: Preciso de tal coisa e escolho; \u201cesse, esse, esse, voc\u00ea vai ter que trabalhar entendeu?\u201d isso n\u00e3o tem sabedoria Ratnasambava, pois fica todo mundo eficiente e triste. E eficiente e triste n\u00e3o vai longe&#8230; Adoece. Se n\u00e3o houver felicidade nesse processo o investidor abandona isso, pois se torna muito chato, pois \u201cs\u00f3 ganho dinheiro\u201d. Fica cansativo.<br \/>\nEnt\u00e3o, em nossa tarefa no mundo, se a gente n\u00e3o tem Ratnasambava, n\u00e3o tem uma dimens\u00e3o afetiva, de prote\u00e7\u00e3o, aquilo n\u00e3o tem gra\u00e7a. De fato: pois a vida m\u00e9dia do investidor, enquanto investidor \u00e9 8 meses. Eles fazem o curso, experimentam aquilo por 8 meses e param. 8 meses \u00e9 o prazo para \u201ccair a ficha\u201d, ou seja, em 8 meses eu me dou conta que aquilo n\u00e3o \u00e9 interessante.<br \/>\nAgora, se n\u00f3s temos uma rela\u00e7\u00e3o em que aquilo brilha e \u00e9 feliz a\u00ed n\u00e3o temos esse prazo. Esse prazo \u00e9 muito mais longo. \u00c9 o que todo mundo precisa: Ratnasambava no trabalho.<br \/>\nSe agente ajuda as crian\u00e7as a entender isso. Ajuda o facilitador, por exemplo, dentro do programa e se alegra com as pessoas \u00e9 Ratnasambava. \u00c9 real isso. \u00c9 o caminho de felicidade. Se a gente n\u00e3o tem isso, j\u00e1 era. Quem n\u00e3o tem Ratnasambava pode estar com um sentimento de car\u00eancia. Se est\u00e1 todo mundo carente, n\u00e3o est\u00e1 conseguindo olhar para os outros e se alegrar com os outros, muito menos chegar ao ponto de generosidade.<br \/>\nAgora, por exemplo, na escola, a gente pode ver que em dois meses a gente vai ajudando o outro a se alegrar. De repente, eles se alegram porque eles conseguem emprestar alguma coisa para o colega e o colega se alegra, isso \u00e9 um bom ensinamento.<\/p>\n<h3>Cor vermelha: sabedoria discriminativa<\/h3>\n<p>Depois tem Buda Amithaba. Passado dois meses vem O Buda Amithaba, que \u00e9 sabedoria discriminativa, um pouco mais complexo. Ou seja, como que a gente entende o que est\u00e1 acontecendo a nossa volta, como que a gente entende o que \u00e9 favor\u00e1vel e o que \u00e9 desfavor\u00e1vel. Ent\u00e3o a gente pode entender a\u00ed (\u00e9 um ensinamento muito longo) o reino dos infernos, o reino dos seres carentes, o reino do desinteresse, o reino dos animais, o reino humano, o reino da competi\u00e7\u00e3o, o reino dos deuses, vai olhando a imperman\u00eancia. A imperman\u00eancia incorporada (o fato de nascermos, vivermos e morremos), os animais morrem, as plantas morrem, os pais de professores morrem, as m\u00e3es morrem. Ent\u00e3o eles encontram a impermanencia, a gente n\u00e3o procura o culpado daquilo, n\u00e3o se revolta contra aquilo, a gente entende que estamos dentro do processo de impermanencia.<br \/>\nTem muitos itens dentro de Amithaba, sabedoria discriminativa. Esse \u00e9 um ponto que pode nos levar at\u00e9 a sabedoria primordial. Mas a gente n\u00e3o tem pressa, muitas vezes n\u00f3s vamos passar por um circulo, em espiral, em que vamos aprofundando.<br \/>\nAssustam essas coisas. Eu acho que eu j\u00e1 contei para voc\u00eas que morreu um pai de uma professora, e as crian\u00e7as tiveram um calafrio, pois n\u00e3o s\u00f3 os pais morrem, mas as m\u00e3es tamb\u00e9m morrem. E ficou um \u201czum zum zum\u201d entre as crian\u00e7as \u201cas m\u00e3es tamb\u00e9m morrem!\u201d, a\u00ed, um mais esperto falou, \u201cn\u00e3o se preocupem quando as m\u00e3es de voc\u00eas morrerem voc\u00eas n\u00e3o v\u00e3o estar mais precisando delas!\u201d (risos) isso foi chamado de a teoria da vis\u00e3o utilit\u00e1ria da m\u00e3e! (risos)<br \/>\nEnt\u00e3o, a compreens\u00e3o da impermanencia \u00e9 alguma coisa muito importante dentro da vida. A impermanencia est\u00e1 o tempo todo diante de n\u00f3s. N\u00e3o vamos ter aula do tipo: \u201choje o que \u00e9 impermanencia?\u201d \u201ch\u00e1 imperman\u00eancia dos objetos, dos seres&#8230;\u201d (risos) n\u00e3o \u00e9 isso!<\/p>\n<h3>Cor verde: sabedoria da causalidade<\/h3>\n<p>Logo em seguida surge Amogasidi. \u00c9 interessante pois, estando em uma escola, come\u00e7a a chegar mais para o fim do ano, a\u00ed j\u00e1 estamos com oito meses (exames finais, avalia\u00e7\u00f5es). \u00c9 a sabedoria da causalidade. O que a gente faz, resulta em uma coisa e o que a gente n\u00e3o faz tamb\u00e9m n\u00e3o resulta. \u00c9 um momento em que a gente olha, os professores olham o que eles fizeram e o que aquilo resultou. Olham o que fizeram de bom e que se deu de bom e olham o que fizeram de Mal e o que se deu de mal. Olham o resultado da a\u00e7\u00e3o daquele per\u00edodo todo.<br \/>\nEnt\u00e3o fica mais claro para todo mundo o que: o que \u00e9 positivo, de modo geral, resultam em coisas positivas e o que \u00e9 negativo, de um modo geral, resultam em coisas negativas. Mas a\u00ed tamb\u00e9m vem um ponto muito importante: aquilo que vem como negativo, n\u00f3s podemos absorver e transformar em uma coisa positiva. Isso \u00e9 muito \u00fatil. \u00c9 a ess\u00eancia do pensamento da a\u00e7\u00e3o do Buda da Cor Branca, Vajrasattva. A sabedoria de Vajrasattva \u00e9 um dos pilares desse processo todo, porque, em poucas palavras, significa: n\u00e3o desperdice as coisas negativas que recaem sobre voc\u00ea. N\u00e3o rejeite. Aproveite aquilo de uma forma profunda, intensa, n\u00e3o s\u00f3 para mudar o pr\u00f3prio comportamento, mas para girar aquilo de uma forma positiva.<br \/>\nA\u00ed falando isso para os investidores (\u201cn\u00e3o desperdice as coisas negativas que recaem sobre voc\u00ea\u201d), eu estava desenhando uma crise. E dentro de uma crise tem uma mudan\u00e7a geral. Se tem uma mudan\u00e7a geral h\u00e1 muitas oportunidades de vender as coisas, o que vai se configurar.<br \/>\nVamos supor, dentro de uma economia em crise, h\u00e1 demanda de algumas coisas, que s\u00e3o daquele tempo. Ent\u00e3o, quem conseguiu olhar isso com esse olho, vai se preparar para fazer as a\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o necess\u00e1rias e v\u00e3o ter m\u00e9ritos pois se prepararam para essa perspectiva. Isso significa pegar o obst\u00e1culo e transformar ele em vantagem.<br \/>\nEst\u00e1 cheio de situa\u00e7\u00f5es dessas: se uma pessoa faz uma coisa negativa para n\u00f3s, direto, a gente pode at\u00e9 sorrir! Pois, agora eu tenho uma oportunidade de chegar mais perto do outro (ele vai precisar do meu perd\u00e3o, da minha boa vontade&#8230;) e agora eu posso girar aquilo. As vezes tamb\u00e9m, a a\u00e7\u00e3o negativa dos outros sobre n\u00f3s \u00e9 a hora que ele tem de se comunicar. E agora eu aproveito aquilo e estabele\u00e7o um vinculo mais forte (positivo).<br \/>\nSobre n\u00f3s tamb\u00e9m, acontece coisas negativas, que n\u00f3s criamos sobre n\u00f3s mesmos, e a gente para agora e olha. Por exemplo, voc\u00ea tem um ataque card\u00edaco, ent\u00e3o ela para e vai se converter ao arroz integral, a r\u00facula, alface, espinafre, suco verde! (risos) n\u00e3o s\u00f3 isso, ela agora vai meditar, vai abandonar aquele emprego de louco&#8230; Maravilhoso! Melhor era todo mundo ter um ataque card\u00edaco! (risos) Brincadeira! Melhor \u00e9 todo mundo fazer a transforma\u00e7\u00e3o antes do ataque card\u00edaco! (risos)<br \/>\nEnt\u00e3o, na escola a gente tem o pr\u00f3prio andamento da escola e tem o pr\u00f3prio funcionamento dela, no dia a dia, as a\u00e7\u00f5es, o tempo todo, propiciam essa avalia\u00e7\u00e3o, coisas positivas geram coisas positivas e coisas negativas geram coisas negativas&#8230; E aquilo vai se estruturam, vai se arrumando o tempo todo.<br \/>\nIsso inclui tamb\u00e9m o questionamento da alimenta\u00e7\u00e3o. A gente tem nutricionista que organiza isso. Assim, na escola, agente tem um tipo de alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Cor branca: sabedoria de darmata<\/h3>\n<p>Depois, nas f\u00e9rias, Buda Vairochana, que corresponde \u00e0 sabedoria da fluidez. Corresponde \u00e0 natureza da sabedoria primordial, a natureza livre da mente. Ent\u00e3o, o programa da escola, para as f\u00e9rias \u00e9 um programa livre. Ele vai acompanhar a fluidez das coisas. Ele n\u00e3o est\u00e1 propriamente com uma estrutura do que deveria ser feito. A gente acompanha as crian\u00e7as no parque, vai fazendo v\u00e1rias coisas, como f\u00e9rias mesmo! Em que se acompanha uma fluidez de acordo com os diferentes cen\u00e1rios que v\u00e3o brotando na imagina\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as. A gente tamb\u00e9m sai para passeios entre outras coisas. Esse \u00e9 o Buda Vairochana, ou seja, eu n\u00e3o preciso ficar \u201cencaixotado\u201d, \u201cestruturado\u201d em alguma coisa. As brincadeiras e as artes todas operam disso, dessa no\u00e7\u00e3o do Buda Vairochana. Liberdade da constitui\u00e7\u00e3o, da cria\u00e7\u00e3o desses cen\u00e1rios da vida, dos personagens, das coisas&#8230; A\u00ed termina, fecha. Pois a\u00ed vem mar\u00e7o de novo e vem outras crian\u00e7as, outros professores, outros pais&#8230; Alguns os mesmos, outros diferentes. A\u00ed \u00e9 tudo novo.<br \/>\nDentro do CEBB, quanto uma estrutura, tem muitas diferentes etapas de uma estrutura de uma escola aberta de alunos livres. E dentro de nossa escola tem tamb\u00e9m os pais. A gente tem reuni\u00f5es quinzenais, isso n\u00e3o quer dizer que muitos v\u00eam, mas sempre tem pais que vem. A gente espera (eu estou com esse projeto, que n\u00e3o consegui ainda) de colocar gestores. Pois a gente observa de que o ponto \u00e9 gest\u00e3o. Eu estou realmente pensando em como \u00e9 que eu vou impulsionar isso.<br \/>\nEu acho que nos vamos criar o programa de forma\u00e7\u00e3o de gestores. Acho que vai ser para o final de janeiro (2012). Nos precisamos de gestores! Gestores que entendam isso e que v\u00e3o fazendo que isso funcione em v\u00e1rios lugares. Por exemplo, como um dos pontos que a gente est\u00e1 precisando (nos j\u00e1 temos esse m\u00e9todo, s\u00f3 n\u00e3o temos gente para fazer o que precisamos) \u00e9 de juntar os pais (pois muitos pais s\u00e3o carentes) e a gente mendiga! (falando nisso, se algu\u00e9m quiser destinar parte de seu imposto de renda para a escola Via M\u00e3o, em vez de mandar para Bras\u00edlia, tem um m\u00e9todo: por exemplo, se voc\u00eas v\u00e3o pagar imposto de renda, voc\u00eas podem destinar parte \u2013 6% &#8211; para fundo da crian\u00e7a e do adolescente de Via M\u00e3o, com a destina\u00e7\u00e3o para n\u00f3s, a\u00ed o recurso, em vez de ir para alimentar as crian\u00e7as de Bras\u00edlia vem para n\u00f3s!) (risos).<br \/>\nEnt\u00e3o, falta gestor. E como a gente tem imaginado isso. A gente tinha reuni\u00e3o como os pais (tem pais desempregados e pais com v\u00e1rios tipos de dificuldades). Ent\u00e3o, a gente imaginou de fazer um m\u00e9todo: sentamos com eles em roda e esse grupo ensina como eles podem encontrar emprego, a melhorar, ou a gente tamb\u00e9m pode investir neles, com melhoria profissional para que eles desenvolvam capacidades&#8230; Isso \u00e9 um m\u00e9todo de a\u00e7\u00e3o no mundo. Que d\u00e1 nascimento a coisas melhores atrav\u00e9s de um circulo. \u00c9 o processo pelo qual n\u00f3s estamos ajudando a construir a casa deles, n\u00f3s n\u00e3o investimos nada, s\u00f3 ajudamo-los a se organizarem.<br \/>\nEssa habilidade de trabalhar desse modo \u00e9 muito \u00fatil. N\u00f3s podemos fazer projetos tamb\u00e9m, captar recurso para trabalhar desse modo. Nos s\u00f3 estamos com dificuldade de gestores. Ent\u00e3o, na nossa id\u00e9ia, escola n\u00e3o se limita aos filhos, se estende aos pais. Os pais s\u00e3o alunos mesmo. Os pais nos interessam!<br \/>\nN\u00f3s temos interesse nos pais, nos filhos, nos professores, na comunidade&#8230; Tudo isso, j\u00e1, economicamente girando. Baseado nisso tamb\u00e9m; pois a economia da escola funciona assim tamb\u00e9m. E Por qu\u00ea? Porque, muitas pessoas, de diferentes lugares, geram sabedoria de Ratnasambava (se alegram porque podem ajudar crian\u00e7as a passar por isso).<br \/>\nEnt\u00e3o, em vez da gente imaginar que as crian\u00e7as devem ser sustentadas pelos pais, pois os pais muitas vezes n\u00e3o podem, a gente os ajuda a avan\u00e7ar, daqui a pouco eles est\u00e3o com o olho brilhando, como se fossem bodhisattvas. N\u00f3s estamos criando os facilitadores de outro tempo, em que v\u00e3o andar no mundo e v\u00e3o funcionar.<br \/>\nIsso n\u00e3o  \u00e9 muito f\u00e1cil. Mas, por exemplo, n\u00f3s, em quatro anos, n\u00e3o avan\u00e7amos muito. Mas pega uma crian\u00e7a de 4 aos 8 anos ele estar\u00e1 com outra mente totalmente diferente. N\u00f3s podemos, rapidamente, fazer essas coisas funcionarem.<br \/>\nE o que aconteceu conosco? A prefeitura nos doou uma \u00e1rea para a gente montar uma escola do Jardim Castelo (uma comunidade de mil e quatrocentas pessoas). E, por um processo associado aos Cinco Dhyani Budas a gente aceitou. A prefeitura nos ofereceu a \u00e1rea, mas n\u00e3o ofereceram recursos para a constru\u00e7\u00e3o da escola, nem deu recurso para pagar professor, ent\u00e3o \u201cneg\u00f3cio fechado!\u201d \u201cAceitamos!\u201d. S\u00f3 que eles n\u00e3o nos deram a \u00e1rea, eles nos emprestaram a \u00e1rea, pois em vinte anos n\u00f3s devolvemos a eles.<br \/>\nEnt\u00e3o estamos construindo a escola, treinando professores (pois queremos que sejam professores da pr\u00f3pria comunidade). N\u00f3s vamos usar o mesmo m\u00e9todo nosso. Agora aconteceu que aquilo come\u00e7a a ter m\u00e9ritos, aquilo come\u00e7a a brilhar (e Bras\u00edlia v\u00ea)&#8230; Esse \u00e9 um ponto muito importante: o ponto dos m\u00e9ritos&#8230; Agente come\u00e7a a fazer as coisas direito e as pessoas de qualquer \u00e2mbito querem se associar&#8230; Agora surgiu um deputado, que incluiu na verba dele a constru\u00e7\u00e3o da escola! Mas eu n\u00e3o quero nenhum acordo, nenhuma conversa por baixo, nada! Pois as autoridades est\u00e3o fazendo a parte deles. Se eles querem ajudar nos vamos permitir. Mas, esse \u00e9 o m\u00e9todo. Pois n\u00f3s desenvolvemos rela\u00e7\u00f5es apropriadas conosco, com as outras pessoas, com as autoridades e com a natureza&#8230;<br \/>\nAgora n\u00f3s estamos raciocinando em como n\u00f3s vamos fazer para pagar os professores. Mas a coisa est\u00e1 mais encaminhada, n\u00e3o sendo este o grande problema. A gente vai andar. Nesse ponto, naturalmente, os facilitadores da escola foram at\u00e9 o CEBB para que fizessem uma campanha para gerar recurso. Ent\u00e3o, n\u00f3s dissemos para que primeiro pensassem em como poderia fazer para gerar recurso. E nos vamos trein\u00e1-los. Eles t\u00eam que ter a motiva\u00e7\u00e3o, colocando eles na frente, para fazer coisas, pois eles t\u00eam que ter a percep\u00e7\u00e3o da facilidade e da dificuldade. A\u00ed nos vamos ajud\u00e1-los dentro das id\u00e9ias que brotarem para eles. Pois eles t\u00eam que se apoderar do processo todo. E para n\u00f3s \u00e9 uma alegria, Buda Ratnasambava. Mas faltam gestores, ou seja, ainda que tenha essa habilidade, falta gente que possa fazer isso e ocupar as coisas e fazer funcionar.<br \/>\nEnt\u00e3o todo processo dentro do CEBB vai se encaminhado em uma dire\u00e7\u00e3o desse tipo. Vai convergindo no Instituto Caminho do Meio, no A\u00e7\u00e3o Darmata&#8230; A escola tamb\u00e9m vai gerando meninos e meninas&#8230; Essas coisas levam tempo, mas n\u00f3s temos um horizonte, em que mais adiante eles tamb\u00e9m podem ser agentes sociais dessa forma e aquilo tudo vai girar, o caminho vai estar todo aberto para eles.<br \/>\nParalelamente, t\u00eam os CEBBs rurais que v\u00e3o surgindo. Onde a gente pode viver de forma diferente, com uma arquitetura diferente, com uma fra\u00e7\u00e3o do que a gente gasta com a vida em uma cidade&#8230; Por exemplo, o Henrique, um pequenino, fez cinco, ele vai para escola sozinho e volta sozinho. Ele n\u00e3o s\u00f3 vai sozinho como ele foge! (risos) mas a\u00ed como \u00e9 que \u00e9: todo mundo \u00e9 pai e m\u00e3e, todo mundo bota o olho, \u00e9 muito bom! Isso vai gerando um sentido de comunidade nas crian\u00e7as. Tudo pelas costas!<br \/>\nH\u00e1 tamb\u00e9m a id\u00e9ia do college, que \u00e9 pegar os jovens, na fase em que eles est\u00e3o treinando o ensino fundamental e v\u00e3o treinar na universidade. Ent\u00e3o esse \u00e9 o momento em que eles est\u00e3o receptivos para olhar para o mundo. O college \u00e9 como se fosse um programa de imers\u00e3o de tr\u00eas meses, em que o jovem (que pode ser de l\u00edngua portuguesa, espanhola, inglesa) vai conviver com outros jovens naquela l\u00edngua, podendo, por exemplo melhorar o ingl\u00eas ou o espanhol e at\u00e9 mesmo o portugu\u00eas.<br \/>\nA gente cria um programa de forma\u00e7\u00e3o de vis\u00e3o de mundo, em que v\u00e3o aprender ecologia, diferentes tipos de cultura, sustentabilidade, pois v\u00e3o estar em um ambiente que j\u00e1 opera com essas coisas. A\u00ed a gente vai gerar um outro tipo de vis\u00e3o, de economia, de biologia, de arquitetura&#8230;<br \/>\nA minha id\u00e9ia \u00e9 que a cada tr\u00eas meses venha um grupo uma vez em l\u00edngua inglesa, outra em portugu\u00eas e outra em espanhol. Ent\u00e3o nos temos que ter um grupo de professores de imers\u00e3o, gerando uma comunidade que esteja vivendo aquilo e, na minha Idea, a \u00e1rea que agente possa fazer como \u201cencubadora\u201d de servi\u00e7os sociais. Eles trabalham naquilo e de repente eles t\u00eam id\u00e9ias. E isso \u00e9 bem interessante, pois, atrav\u00e9s de um processo de inicia\u00e7\u00e3o no mundo, eles come\u00e7am a fazer uma outra coisa, pois podem ser muito criativos. Isso significaria que a gente ajuda nessa passagem de expans\u00e3o de vis\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de um programa. E, ao final dos tr\u00eas meses eles podem fazer uma esp\u00e9cie de trabalho de conclus\u00e3o e esse trabalho de conclus\u00e3o pode virar uma esp\u00e9cie de trabalho de a\u00e7\u00e3o. E, nesse programa de a\u00e7\u00e3o, eventualmente n\u00f3s vamos agir dentro dele.<br \/>\nComo a gente tem consultores que entendem os projetos, os processos, as capta\u00e7\u00f5es de recursos e tudo&#8230; a gente ajuda eles nessa \u00e1rea e oferece um apoio de fato nessas coisas. Agora nos tivemos o oferecimento de uma \u00e1rea grande&#8230; Mas o problema \u00e9 gest\u00e3o pois a gente n\u00e3o consegue fazer tudo ao mesmo tempo. Falta gente, precisamos deslocar gente para colocar l\u00e1 para fazer aquilo, mas como \u00e9 que eu vou deslocar gente? N\u00e3o tem como. N\u00e3o tem tanta gente que possamos ficar deslocando.<br \/>\nEnt\u00e3o n\u00f3s precisamos deslocar os atuais que t\u00eam experi\u00eancia, para gerar um programa de gera\u00e7\u00e3o de gestores. Depois, como parte do programa de conclus\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o, eles v\u00e3o fazer pilotos aqui e ali e n\u00f3s vamos gerando esse processo. Pois as experi\u00eancias b\u00e1sicas de viabilidade est\u00e3o conclu\u00eddas, est\u00e3o funcionando, nos precisamos s\u00f3 mover. Assim, a escola n\u00e3o \u00e9 uma escola. Ela \u00e9 alguma coisa no meio desse processo todo. As v\u00e1rias partes se encaixam. E a\u00ed, enquanto agente vai trabalhando as cinco sabedorias, a gente vai vendo nossas dificuldades, vai ultrapassando, vai praticando shamatha, vai olhando o programa de 21 itens e aquilo tudo vai fazendo sentido&#8230; N\u00f3s somos mais capazes de dirigir a nossa mente, de posicionar nossa energia, de definir as paisagens, de fazer contato com as mandalas e a gente vai trabalhando nessa dire\u00e7\u00e3o: de ultrapassar o foco da identidade, de reconhecer a liberdade natural, atrav\u00e9s da inten\u00e7\u00e3o do cotidiano. \u00c9 como se fosse um programa para iogues do cotidiano (de modo geral, os iogues vieram da floresta, mas estamos em uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil agora). N\u00f3s somos iogues do contidiano, iogues da selva como ela est\u00e1, da nossa vida&#8230; Naquele tempo as florestas eram vida, mas agora nos estamos nesse tempo interessante, onde n\u00f3s somos praticantes mahayana, temos vidas no mundo e a vida no mundo e nosso local de pratica. Se fomos depender dos monges para manter a tradi\u00e7\u00e3o budista&#8230; N\u00e3o t\u00eam muitos, n\u00f3s vamos precisar fazer a nossa parte. Se a gente vai fazendo nossa parte, n\u00f3s vamos avan\u00e7ando com a ajuda de outros seres, n\u00f3s somos iogues da vida cotidiana. E pode ser muito divertido isso&#8230; Ent\u00e3o \u00e9 isso: cinco Dhyani Budas, tudo resolvido, 6% do imposto de renda&#8230; (risos).<br \/>\n<iframe width=\"620\" height=\"349\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/g3zPBtMyspA?list=PL192ED2644E27204C\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Palestra de Lama Padma Samten em S\u00e3o Paulo | 29 de novembro 2011<\/p>","protected":false},"author":114,"featured_media":2702,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[417],"tags":[],"class_list":["post-3519","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ensinamentos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>As cinco sabedorias na educa\u00e7\u00e3o e o treinamento do CEBB - Centro de Estudos Budistas Bodisatva<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/cebb.org.br\/es\/as-cinco-sabedorias-na-educacao-e-o-treinamento-do-cebb\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"As cinco sabedorias na educa\u00e7\u00e3o e o treinamento do CEBB - 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