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Arte, coemergência e deidades | Lama Padma Samten

Ensinamento durante o retiro “Ensinamentos Budistas para a Vida Cotidiana”, de 16 a 18 de Janeiro de 2016 no CEBB Mendjila.


“Eu vejo a arte como uma experiência de realidade onde a dimensão interna aflora de uma maneira mais facilmente visível. Nós podemos produzir coisas, seja música, cinema, espetáculo, artes plásticas, desenho — seja como for, aquilo que a gente olha denuncia o aspecto sutil da mente que olha.
Quando olhamos para a realidade, pensamos que aquilo é sério, mas aquilo também é arte. Por exemplo, esse lugar, quando o vemos como um templo, isso é uma instalação. Eu levanto paredes, ponho um piso, cubro com uma tampa, e o que você vê? Um templo! Isso é arte, é uma instalação.
(…)
Às vezes eu fico na dúvida se os gregos apresentavam as figuras antropomórficas porque achavam bonitas as formas humanas ou eles tinham uma percepção muito mais sutil do que poderíamos imaginar. Por exemplo, quando eles fazem uma deusa como Afrodite, vemos Afrodite em pedra, podemos pensar: eles fizeram um belo corpo feminino em pedra; eles acham que o corpo feminino é a deusa, ou que a deusa se representa como corpo feminino. Mas talvez eles tenham percebido que, quando nós olhamos uma forma em pedra — feminina que seja — manifesta-se um brilho em nós, que é a deusa. Assim, a deusa não está na pedra; a pedra é uma arte que manifesta a deusa viva. É uma perspectiva tântrica, uma perspectiva xamânica.
Assim, através da forma feminina em carne e osso seria mais dificil vermos a deusa; mas quando a forma está em pedra, sabemos que ali não há uma figura feminina de fato, mas ali há uma forma, que não é um ser. A forma não é separada de nós mesmos. A deusa vive em nós.”

Lama Padma Samten

Veja no vídeo, a partir de 56:19

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