Budismo, meditação e cultura de paz | Lama Padma Samten

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Como agir quando surge raiva numa situação violenta?


O Buda descreve o Nobre Caminho de Oito Passos. Entre as ações que a gente deveria evitar, estão as ações a partir da raiva. Mas isso aparece como um voto, se a gente precisa de um voto, é porque aquilo não é natural nela, é como se fosse uma regra de trânsito: é melhor esperar o sinal, não atravesse o sinal, pois pode ser problema. Eu acho melhor não atravessar o sinal, ainda assim isso é uma artificialidade.
Nesse caso, melhor do que seguir a regra é a pessoa ter lucidez.  Se a pessoa tem lucidez não precisa seguir a regra, a lucidez é a geradora das regras. As regras vêm para apoiar quem não tem lucidez.  Se a raiva brota em nós, melhor não seguir, porque depois que as ações a partir da raiva são feitas, é muito difícil, tu vais depender das outras pessoas para  arrumar aquilo.  Se tu consegues evitar de fazer a ação, aquilo depende só de ti. Mas depois que a ação foi feita, as consequências da ação vão depender da lucidez eventual que os outros possam ter, ou não.   Essas ações eventualmente decorrem, depois se amplificam, se amplificam, e dá uma confusão!  Super difícil. Então, melhor evitar, mas também não condenaria as pessoas que reagem com raiva além do seu limite, não acho que seja condenável.  O que acontece é que, quando a pessoa age com raiva, ela pode produzir ações bem problemáticas para ela e para os outros, ela está fragilizada. A pessoa não está imune ao processo cármico.

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